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10 curiosidades que você provavelmente não sabe sobre a Copa do Mundo

Cartões, pênaltis, recordes, violência e até taça roubada. Conheça fatos que já ocorreram em Copas do Mundo e pouca gente lembra.

Foto: VI Images/Getty Images

Desde sua criação, em 1930, a Copa do Mundo consolidou-se como um espetáculo de proporções gigantescas. Ao longo de quase um século, o torneio acumulou não apenas gols, mas uma série de episódios inusitados e curiosidades que muitas vezes escapam ao grande público. São bastidores fascinantes e fatos pouco explorados que revelam a verdadeira magnitude […]

Desde sua criação, em 1930, a Copa do Mundo consolidou-se como um espetáculo de proporções gigantescas. Ao longo de quase um século, o torneio acumulou não apenas gols, mas uma série de episódios inusitados e curiosidades que muitas vezes escapam ao grande público. São bastidores fascinantes e fatos pouco explorados que revelam a verdadeira magnitude e a riqueza histórica desse evento global.

Antes da bola rolar, aqui vão 10 curiosidades sobre a Copa que pouca gente lembra.

Poucas Copas decididas por pênaltis 

Apenas três finais de Copa do Mundo foram decididas nos pênaltis. A primeira foi em 1994, nos Estados Unidos, quando Brasil e Itália empataram em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação. Na disputa, o Brasil venceu por 3 a 2 e ficou com o tetracampeonato. O pênalti perdido por Roberto Baggio, que chutou por cima do gol, virou um dos momentos mais lembrados daquela decisão. E o “Sai que é tua, Taffarel”, de Galvão Bueno, entrou no vocabulário do torcedor e ainda é lembrado até hoje quando o assunto é pênalti.

Depois, em 2006, na Alemanha, Itália e França empataram por 1 a 1. A decisão também foi para os pênaltis, e os italianos venceram por 5 a 3.

A terceira final decidida dessa forma aconteceu em 2022, no Catar. Argentina e França empataram por 3 a 3 após a prorrogação, em um jogo que para muitos, foi o maior e melhor da história do futebol. Nos pênaltis, a Argentina venceu por 4 a 2 e conquistou seu terceiro título mundial, coroando a carreira de Lionel Messi.

O surgimento dos cartões no futebol

A Copa do Mundo tinha um problema simples, mas recorrente: nem sempre jogadores e árbitros se entendiam, principalmente por causa do idioma e gestos diferentes em cada cultura. Mas logo após o Mundial de 66, o árbitro inglês Ken Aston teve a brilhante ideia de usar um código visual inspirado em semáforos para comunicar as punições. Amarelo para advertência e vermelho para expulsão. 

Antes disso, a disciplina era muito mais “no grito” e alguns jogos ficaram marcados justamente pela falta de controle. O caso mais famoso é a “Batalha de Santiago”, em Chile x Itália, na Copa de 1962, um jogo lembrado pela violência, com dois expulsos e intervenção policial em campo. Curiosamente, o árbitro daquela partida foi o próprio Ken Aston.

Já na era dos cartões, o recorde de indisciplina em uma partida de Copa é Portugal x Holanda, nas oitavas de final de 2006, conhecido como “Batalha de Nuremberg”: foram 20 cartões no total, sendo 16 amarelos e 4 vermelhos.

FIFA tem mais países associados do que a ONU

A FIFA tem mais “países” filiados do que a ONU. Na prática, isso acontece porque a FIFA não reúne só Estados soberanos, mas aceita também territórios e regiões com federação própria, que têm seleção, campeonato e estrutura local. Por isso, a conta fecha em 211 associações na FIFA, enquanto a ONU tem 193 Estados-membros.

Exemplos fáceis de entender: o Reino Unido é um país na ONU, mas no futebol ele aparece dividido em seleções como Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, cada uma com sua federação e participação separada. Outro caso é o das Ilhas Faroé, que não são um país membro da ONU, mas têm seleção filiada e disputam competições internacionais. Há também Hong Kong, que aparece no futebol com associação própria.E tem também Hong Kong, que aparece no futebol com associação própria. 

O jogador mais velho a disputar uma Copa 

O jogador mais velho a entrar em campo em uma partida de Copa do Mundo é o goleiro egípcio Essam El Hadary. Ele quebrou o recorde na Copa de 2018, na Rússia, quando foi titular contra a Arábia Saudita aos 45 anos e 161 dias.

E não foi só “participar por participar”. Na mesma partida, El Hadary ainda defendeu um pênalti e também o mais velho a pegar uma cobrança de pênalti em Copas do Mundo. O recorde é reconhecido em registros como o da própria FIFA e do Guinness Book.

Demissões em massa

Para quem acompanha futebol no Brasil, trocar de técnico virou quase rotina. Perdeu duas, três partidas e o cargo já “balança”. Só que em Copa do Mundo isso quase nunca acontece, por se tratar de um é um torneio de curto prazo. Isso significa que a preparação é realizada para poucas semanas e qualquer mudança no meio do caminho pode destruir o planejamento. Por isso, a Copa de 98 surpreendeu ao escancarar esse lado “impaciente” do futebol em pleno Mundial.

Naquela edição, três seleções demitiram seus treinadores durante a competição. O caso mais emblemático foi o de Carlos Alberto Parreira, campeão com o Brasil em 1994, dispensado pela Arábia Saudita depois de dois jogos e duas derrotas. Também caíram o sul-coreano Bum kum Chan e o polonês Henryk Kasperczak, que comandava a Tunísia.

Gol de ouro

Sabia que o famoso “gol de ouro” já rolou na Copa do Mundo? A regra do gol de ouro foi usada nas Copas de 1998 e 2002 como uma tentativa de dar mais “cara de decisão” para a prorrogação. Funcionava assim: se o jogo estivesse empatado e alguém marcasse na prorrogação, a partida acabava na hora. A ideia era evitar que os times só segurassem o empate para ir aos pênaltis e criar um desfecho mais imediato. 

O problema é que, com o tempo, muita gente passou a criticar o efeito prático da regra. Em vez de deixar os times mais ofensivos, ela muitas vezes aumentava o medo de errar, porque um gol sofrido encerrava o jogo instantaneamente. Em 2004, a International Football Association Board (IFAB) tirou o gol de ouro e voltou ao modelo “normal” de prorrogação completa e, se necessário, pênaltis. 

Em 1998, o primeiro gol de ouro da história das Copas foi em França x Paraguai, nas oitavas, quando Laurent Blanc marcou aos 114 minutos e encerrou a partida imediatamente. Já em 2002, o gol de ouro apareceu em três jogos, e o último da história do torneio foi Turquia x Senegal, nas quartas, quando İlhan Mansız fez aos 94 minutos e o jogo acabou ali.

Uma cidade dentro do estádio

O maior público da história da Copa foi no Maracanã, em 16 de julho de 1950, no jogo que decidiu o Mundial entre Brasil e Uruguai. 173.850 pessoas viveram de perto o “Maracanazo”, uma das derrotas mais lembradas do futebol. Foi ali que consolidaram a Copa como um evento de proporções gigantescas. O impacto emocional foi tão grande que o torneio passou a carregar um peso muito maior, não só como mais uma competição internacional, mas um evento que traz identidade e marca gerações.

E tem um detalhe que explica ainda melhor essa multidão. Em 1950, não existia TV no Brasil transmitindo Copa. A televisão brasileira só começaria meses depois, então ir ao estádio era, literalmente, a chance de ver com os próprios olhos. Quem não estava lá acompanhava pelo rádio e pelos jornais. 

El divino Manco

Conhecido como “El Divino Manco”, Héctor Castro é uma das histórias mais improváveis da Copa do Mundo. Ele perdeu a mão direita ainda na adolescência, em um acidente com uma serra elétrica. Mesmo assim, seguiu no futebol e se tornou um grande jogador, atacante da seleção uruguaia em 1930. 

1930 foi o ano da primeira Copa do Mundo da história, e advinha quem foi campeão? Uruguai, em casa, com Castro marcando um dos gols da vitória na final por 4 a 2 contra a Argentina. Ou seja, além do apelido, ele tem o nome gravado em um dos placares mais famosos do mundo do futebol.

Gol contra e assassinato

Na Copa de 1994, a Colômbia chegou cheia de expectativa, mas tudo desandou no jogo contra os Estados Unidos. Aos 35 minutos, o zagueiro Andrés Escobar tentou cortar um cruzamento e acabou desviando a bola para o próprio gol. Foi um gol contra que abriu caminho para a vitória americana por 2 a 1, resultado que pesou diretamente na eliminação colombiana ainda na fase de grupos.

Depois do episódio, Escobar voltou para Medellín e, na madrugada de 2 de julho de 1994, foi morto a tiros do lado de fora de uma casa noturna, no bairro El Poblado. Relatos do caso apontam que ele foi hostilizado e discutiu no estacionamento antes de ser baleado várias vezes.

O autor dos disparos foi identificado como Humberto Muñoz Castro, descrito como motorista do narcotraficante Santiago Gallón. Ele foi preso, confessou o assassinato e recebeu uma pena de 43 anos, mas acabou cumprindo cerca de 11 anos. 

Troféu roubado duas vezes

Por fim, a última curiosidade da lista é impressionante. O troféu original da Copa, a Taça Jules Rimet, foi roubado duas vezes. A primeira foi em 1966, poucos meses antes do Mundial na Inglaterra, quando a taça desapareceu durante uma exibição pública em Londres. Dias depois, ela foi encontrada por acaso por um cachorro chamado Pickles, que achou o pacote escondido perto de uma casa no sul da cidade. O caso virou lenda porque é exatamente isso mesmo, a taça mais importante do futebol foi recuperada por um cachorro.

A segunda vez foi bem mais pesada. Em 1970, o Brasil ficou com a Jules Rimet em definitivo após o tricampeonato, mas em 1983 o troféu foi roubado da sede da CBF, no Rio, e nunca mais apareceu. Desde então, o destino da taça virou mistério e tem versões diferentes, mas o fato principal é esse: o troféu original desapareceu para sempre, e o Brasil acabou recebendo uma réplica depois do roubo. 

A Copa do Mundo é assim mesmo: um torneio que dura apenas um mês, mas que constrói memórias capazes de atravessar gerações. Agora, resta esperar para descobrir quais novas histórias, personagens e curiosidades a edição de 2026 irá revelar ao mundo.

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