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Matheus Cunha minimiza disputa por camisa 9 e celebra primeira Copa pela Seleção

Em coletiva, atacante do Manchester United falou sobre numeração, fase da carreira, Neymar e adaptação ao estilo pedido por Ancelotti.

Imagem: Reprodução / CBF Tv

Matheus Cunha vive um dos momentos mais importantes da carreira. Convocado para disputar sua primeira Copa do Mundo pela Seleção Brasileira, o atacante do Manchester United concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira, na Granja Comary, e minimizou a discussão sobre qual número usará no Mundial. Às vésperas da divulgação da numeração oficial da Seleção, o jogador […]

Matheus Cunha vive um dos momentos mais importantes da carreira. Convocado para disputar sua primeira Copa do Mundo pela Seleção Brasileira, o atacante do Manchester United concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira, na Granja Comary, e minimizou a discussão sobre qual número usará no Mundial.

Às vésperas da divulgação da numeração oficial da Seleção, o jogador afirmou que o tema não é prioridade para o grupo. Para ele, o mais importante é realizar o sonho de vestir a camisa do Brasil em uma Copa do Mundo, independentemente do número escolhido.

“Assunto de número é muito irrelevante onde nós chegamos. É muito gratificante vestir essa camisa e realizar nossos sonhos. Pouco importa o número que você está usando”, afirmou Matheus Cunha.

O atacante também comentou a possível volta de Neymar à camisa 10 e destacou a reação do jogador ao retornar à Seleção. Segundo Cunha, ver um atleta da dimensão de Neymar demonstrando orgulho por estar novamente no grupo mostra que a questão da numeração fica em segundo plano.

A CBF deve divulgar os números dos jogadores entre sábado e domingo, dia do amistoso contra o Panamá, no Maracanã. A partida será disputada às 18h30.

Dentro de campo, Matheus Cunha aparece como um dos candidatos a começar como titular no ataque brasileiro. Com mobilidade, capacidade de sair da área e participação na criação, ele vê semelhanças entre a função que exerce no Manchester United e o papel pedido por Carlo Ancelotti na Seleção.

“Nesse meu segundo ciclo de Seleção está muito mais parecido do que eu jogo no clube. Com muito mais flutuações entrelinhas, em muitos momentos jogando propriamente como um meia”, analisou.

O jogador também celebrou o bom momento no Manchester United. Em sua primeira temporada pelo clube, destacou a volta à Champions League e afirmou que espera repetir na Seleção o desempenho que vem tendo na Inglaterra.

Matheus Cunha chegou a participar do ciclo anterior da Seleção, mas ficou fora da lista final para a Copa do Mundo do Catar. Agora, aos 27 anos, considera estar no melhor momento da carreira e celebrou a convocação, que veio justamente no dia de seu aniversário.

“O futebol, assim como na vida, faz parte passar por momento de dificuldade e superar. Depois de tudo que passei, ter meu nome na lista… Chegar no dia do meu aniversário, acho que é o destino”, disse.

O atacante também falou sobre os aprendizados de um ciclo marcado por frustrações. Segundo ele, as dificuldades ajudam a criar maturidade e servem como lembrança do que o jogador não quer viver novamente.

Ao comentar a lesão de Neymar, Matheus Cunha demonstrou confiança na recuperação do camisa 10. Para ele, apesar de ser uma situação triste para qualquer atleta, a expectativa é que Neymar consiga chegar bem ao principal objetivo da Seleção.

Cunha ainda citou a ausência de Estêvão, cortado por lesão, e valorizou a força do setor ofensivo brasileiro. Segundo ele, todos os atacantes convocados têm qualidade para cumprir as funções pedidas por Ancelotti, independentemente de quem comece jogando.

O atacante também refletiu sobre sua trajetória até chegar à Copa. Campeão olímpico com a Seleção, ele afirmou que sonhar com um título mundial sempre pareceu algo distante em alguns momentos da carreira, mas que o trabalho, a superação e a constância o ajudaram a chegar até aqui.

“Superar é o maior segredo que eu possa ter comigo. Nesse momento é que tudo vale a pena. Ter orgulho de chegar onde cheguei, que eu sei que não foi fácil, mas é realizador”, afirmou.

Sobre o trabalho com Carlo Ancelotti e Rodrigo Caetano, Cunha elogiou a experiência dos profissionais e destacou a importância de contar com pessoas acostumadas a grandes decisões no futebol.

Por fim, o atacante comentou o sistema de jogo da Seleção e afirmou que as formações mudam muito durante as partidas. Para ele, mais importante do que se prender a um desenho tático é estar preparado para se adaptar a diferentes funções dentro de campo.

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