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 “Acho que nem eu acreditava depois do segundo set”, afirma João Fonseca após vencer Djokovic

Brasileiro saiu de 2 sets a 0, venceu o maior campeão de Grand Slam da história e avançou pela primeira vez às oitavas de final de Roland Garros.

Imagem: Creative Commons

João Fonseca ainda tenta entender a dimensão da vitória conquistada nesta sexta-feira em Roland Garros. Aos 19 anos, o brasileiro venceu Novak Djokovic na quadra Philippe Chatrier, a principal do torneio francês, e alcançou o maior resultado da carreira até agora. O número 30 do mundo superou o sérvio, quarto colocado do ranking e maior […]

João Fonseca ainda tenta entender a dimensão da vitória conquistada nesta sexta-feira em Roland Garros. Aos 19 anos, o brasileiro venceu Novak Djokovic na quadra Philippe Chatrier, a principal do torneio francês, e alcançou o maior resultado da carreira até agora.

O número 30 do mundo superou o sérvio, quarto colocado do ranking e maior campeão de Grand Slam da história, por 3 sets a 2. As parciais foram de 4/6, 4/6, 6/3, 7/5 e 7/5, em uma partida que passou de quatro horas e teve uma virada improvável.

Depois do jogo, João admitiu que ainda não tinha conseguido processar o feito. “Estou arrepiado. Sem palavras. Ainda não caiu a ficha. Estou exausto. Nem consigo pensar direito, falar muito menos, só estou curtindo o momento”, disse o brasileiro.

Fonseca também reconheceu a superioridade de Djokovic nos dois primeiros sets. Segundo ele, o sérvio dominava as trocas, mudava a direção da bola com muita facilidade e parecia estar em todos os cantos da quadra. “Acho que nem eu acreditava depois do segundo set, ele me destruindo”, afirmou.

Mesmo depois de sair perdendo por 2 sets a 0, João conseguiu se manter na partida. O brasileiro contou que tentou simplificar o jogo e buscar potência nas bolas para continuar vivo. “Só estava tentando bater na bola o mais forte que podia. Quero dizer, o Djokovic simplesmente não erra”, comentou.

O jovem brasileiro também destacou a longevidade do adversário. Para ele, Djokovic ainda atua em um nível impressionante mesmo aos 39 anos. “A gente ainda acha que ele tem 20 anos, mas ele tem 39. Incrível. Sinceramente, no fim da partida, acho que ele estava mais inteiro fisicamente do que eu. É loucura”, disse João.

A reação começou quando Fonseca percebeu que Djokovic também sentia os efeitos do calor e do desgaste físico. A partir daí, o brasileiro passou a pensar ponto a ponto e viu a partida mudar. “Acho que o fato de ele também estar sentindo o calor, talvez o cansaço, me deu um pouco mais de esperança. Pensei: ‘Vamos continuar, vamos continuar.’ Fui pensando ponto a ponto, game a game”, explicou.

João também citou o quinto set como um momento de entrega emocional. “E quinto set é coração. Foi minha terceira experiência em Grand Slam, então estou feliz demais. Sinceramente, espetacular”, afirmou.

O calor em Paris foi outro fator destacado pelo brasileiro. Segundo ele, as condições no começo do jogo dificultaram o controle da bola, que saía muito rápida da raquete. Com o anoitecer, porém, o cenário mudou e ajudou Fonseca a se sentir melhor em quadra.

“Quando começou a escurecer, senti as condições mais lentas, e para mim isso foi melhor porque consegui produzir um pouco mais de potência. No começo, eu estava sofrendo um pouco com o calor porque a bola estava voando. Eu mal tocava nela e ela já disparava. Eu não estava me sentindo muito confortável. Depois comecei a me sentir melhor”, analisou.

A vitória colocou Fonseca nas oitavas de final de um Grand Slam pela primeira vez. Agora, ele aguarda o vencedor do confronto entre Casper Ruud, número 16 do mundo, e Tommy Paul, 21º do ranking.

Com a campanha em Roland Garros, João já sobe uma posição no ranking live e pode avançar ainda mais caso continue vivo no torneio. Depois de vencer Djokovic em uma das maiores partidas da edição, o brasileiro chega às oitavas com o resultado mais marcante da carreira.

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