O Brasil já sabe quem enfrentará na primeira fase eliminatória da Copa do Mundo de 2026: o Japão. O duelo será na segunda-feira (29), em Houston, às 14h, no horário de Brasília, e colocará a Seleção diante de um adversário que chega invicto ao mata-mata. A equipe japonesa terminou em segundo lugar no Grupo F, […]
O Brasil já sabe quem enfrentará na primeira fase eliminatória da Copa do Mundo de 2026: o Japão. O duelo será na segunda-feira (29), em Houston, às 14h, no horário de Brasília, e colocará a Seleção diante de um adversário que chega invicto ao mata-mata.
A equipe japonesa terminou em segundo lugar no Grupo F, atrás da Holanda, com cinco pontos. Foram três jogos, uma vitória, dois empates, sete gols marcados e três sofridos. O desempenho confirmou o crescimento de uma seleção que já não entra em campo apenas para competir.
Para o Brasil, o confronto exige atenção. O time de Hajime Moriyasu combina organização, velocidade, pressão alta e repertório coletivo.
Mesmo sem nomes importantes, como Wataru Endo, Takumi Minamino e Kaoru Mitoma, o Japão atravessou a fase de grupos com maturidade e chega ao jogo contra a Seleção com confiança.
Como foi a campanha do Japão na fase de grupos
O Japão estreou contra a Holanda e mostrou poder de reação. Saiu atrás duas vezes, mas buscou o empate por 2 a 2. Keito Nakamura fez o primeiro gol japonês, e Daichi Kamada apareceu no fim para garantir um ponto importante contra uma das seleções mais fortes da chave.
Na segunda rodada, veio a melhor atuação. O Japão goleou a Tunísia por 4 a 0, em uma partida de intensidade, pressão e eficiência. Ayase Ueda foi um dos destaques, com presença constante na área e participação direta no ataque.

O terceiro jogo foi contra a Suécia. O Japão saiu na frente com Daizen Maeda, após uma jogada coletiva bem construída, mas sofreu o empate logo depois, em finalização de Anthony Elanga. O 1 a 1 bastou para confirmar a segunda colocação no grupo e marcar o encontro com o Brasil.
Como o Japão chegou à Copa
A classificação japonesa para a Copa foi construída com autoridade. A seleção se tornou a primeira equipe não anfitriã a garantir vaga no Mundial de 2026. O resultado que confirmou a classificação veio em março de 2025, com vitória por 2 a 0 sobre o Bahrein, em Saitama.
A campanha nas Eliminatórias Asiáticas reforçou a consistência do trabalho de Moriyasu. No momento em que carimbou a vaga, o Japão tinha seis vitórias em sete jogos na terceira fase, com apenas um empate, contra a Austrália.
Além da eficiência, a classificação teve peso simbólico. O Japão garantiu sua oitava participação seguida em Copas do Mundo. Desde 1998, a seleção japonesa não fica fora de um Mundial.
Como joga o time de Moriyasu
O Japão costuma atuar em uma estrutura com três zagueiros, geralmente próxima de um 3-4-2-1 ou 3-4-3. A formação dá amplitude pelos lados, permite pressão alta com muitos jogadores no campo ofensivo e protege melhor a defesa quando o adversário tenta acelerar em transição.

A principal virtude japonesa é coletiva. O time pressiona de forma coordenada, fecha linhas de passe rapidamente e tenta recuperar a bola em zonas altas. Quando tem a posse, busca combinações curtas, aproximações entre meia e ala e ataques rápidos pelos corredores.
O Brasil precisará ter cuidado especial na saída de bola. O Japão não costuma esperar passivamente. A equipe tenta induzir o erro, roubar a bola perto da área adversária e atacar antes que a defesa se reorganize.
Três jogadores para o Brasil ficar de olho
Ayase Ueda é a referência ofensiva. O atacante do Feyenoord dá profundidade, ataca a área e tem sido decisivo no torneio. Contra a Tunísia, foi um dos nomes centrais da goleada japonesa. Para a zaga brasileira, será o principal alvo a controlar dentro da área.
Daichi Kamada é o jogador que conecta meio e ataque. Tem inteligência para aparecer entrelinhas, chegar de trás e finalizar. Foi importante nas Eliminatórias, marcou contra o Bahrein no jogo que confirmou a vaga e também apareceu na Copa com gol decisivo contra a Holanda.
Ritsu Doan é um dos jogadores mais perigosos pelo lado direito. Canhoto, gosta de cortar para dentro, acelerar em diagonal e participar da criação. Contra a Suécia, iniciou a jogada do gol de Maeda. Também ajuda na pressão, uma característica essencial no modelo japonês.
Os desfalques que mudaram o plano japonês
O Japão chega ao mata-mata sem três nomes importantes. O capitão Wataru Endo ficou fora por lesão no pé.
Takumi Minamino também não está disponível. O meia-atacante do Monaco tiraria parte do peso criativo de Kamada e Doan, além de oferecer experiência internacional em jogos grandes.
Kaoru Mitoma talvez seja a baixa mais sentida no ataque. O ponta do Brighton ficou fora por lesão muscular e levaria ao Japão uma capacidade rara de drible, aceleração e desequilíbrio no um contra um.
O último encontro: Japão 3 x 2 Brasil em 2025
O Brasil que reencontra o Japão no mata-mata é bem diferente daquele que sofreu a virada por 3 a 2 em Tóquio, em outubro de 2025. A base do meio-campo foi mantida, mas a defesa e o comando do ataque mudaram bastante.
Naquele amistoso, Ancelotti começou com Hugo Souza; Paulo Henrique, Fabrício Bruno, Lucas Beraldo e Carlos Augusto; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Luiz Henrique, Vinicius Júnior e Gabriel Martinelli.

A vitória foi histórica para os japoneses. Foi a primeira vez que o Japão derrotou o Brasil no futebol masculino principal. Para Moriyasu, aquele jogo virou uma referência do avanço da seleção. O treinador já citou a virada como prova de que o Japão pode competir contra equipes de elite.
O último jogo oficial: Brasil 3 x 0 Japão em 2013
O último encontro entre as seleções em torneio oficial aconteceu na abertura da Copa das Confederações de 2013, em Brasília. Naquele dia, o Brasil venceu por 3 a 0, com gols de Neymar, Paulinho e Jô.

O contexto era completamente diferente. A Seleção jogava em casa, embalou a campanha do título e tinha um Japão ainda menos maduro no cenário internacional. Treze anos depois, o rival chega mais preparado, mais agressivo e com uma geração habituada ao futebol europeu.
O que o Brasil precisa fazer
O Brasil entra como favorito. Tem mais talento individual, mais tradição e vive um bom momento após vencer Haiti e Escócia sem sofrer gols. Mas favoritismo não elimina risco.
Contra o Japão, a Seleção precisa circular a bola com velocidade, escapar da pressão inicial e evitar perdas no próprio campo. Também será importante atacar os espaços deixados pelos alas japoneses, principalmente quando o rival adiantar as linhas.
O mata-mata começa com um adversário perigoso. Não é o rival mais badalado da Copa, mas talvez seja um dos mais organizados.
Entre na conversa da comunidade