- Fernando Fernandes, aos 45 anos, iniciou viagem de quase três meses pela América do Sul, começando em 13 de abril, em um trailer, passando por Argentina, Chile, Bolívia e Peru.
- O objetivo é se reencontrar e inspirar com o esporte, após anos como atleta paralímpico e apresentador.
- Entre as atrações, está Pacasmayo, no Peru, casa da onda El Faro, uma das mais longas do mundo, com descidas que podem durar mais de um minuto e trechos de até quatro quilômetros.
- Durante a travessia das Cordilheiras, a equipe enfrentou panes, aduana fechada e frio extremo, chegando a passar uma noite a mais de quatro mil metros de altitude, sob temperaturas de até menos oito graus.
- Fernandes destaca que a viagem busca tirar o atleta da zona de conforto e ampliar os limites da pessoa com deficiência, usando as dificuldades como aprendizado e direcionamento.
Fernando Fernandes, apresentador e atleta paralímpico, iniciou uma expedição de quase três meses pela América do Sul em 13 de abril, a bordo de um trailer. O percurso passa por Argentina, Chile, Bolívia e Peru, com retorno previsto ao sul do Brasil.
A viagem tem como foco testar limites, explorar culturas locais e inspirar pessoas com deficiência. Fernandes busca liberdade através do esporte, após anos em cadeira de rodas, e quer mostrar que é possível viajar pelo planeta mantendo a prática esportiva adaptada.
O destino que mais o entusiasma é Pacasmayo, no Peru, onde fica a onda El Faro. Considerada entre as mais longas do mundo, a alvura da água e a duração de descidas atraem surfistas e praticantes de kitesurf.
Principais desafios
Durante a travessia das cordilheiras, o viajante enfrentou panes mecânicas, postos de fronteira fechados e frio intenso. Despesas com emergências e improvisos fizeram parte do dia a dia na estrada.
O Passo San Francisco, entre Argentina e Chile, foi o momento mais duro: a fronteira chilena chegou a fechar, obrigando o grupo a passar a noite a mais de 4 mil metros de altitude, sob temperaturas extremas.
A experiência também envolve a imersão na cultura local peruana, com tradições antigas como os caballitos de totora, embarcações feitas de totora que ainda são usadas na costa.
Mesmo diante dos contratempos, Fernandes reforça que a viagem serve para tirá-lo da zona de conforto. O objetivo é testar limites pessoais, ampliar horizontes e manter a prática esportiva adaptada em ambientes desafiadores.
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