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WNBA firma acordo histórico com jogadoras e muda modelo salarial

WNBA fecha acordo histórico com jogadoras, vinculando salários à receita da liga, elevando teto e incluindo licença maternidade e planejamento familiar

Caitlin Clark veste camisa com mensagem por salários antes do All-Star Game da WNBA em Indianápolis (Foto: Steph Chambers/Getty Images/AFP)
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  • A WNBA e o sindicato das jogadoras (WNBPA) chegaram a um acordo verbal para um novo contrato coletivo, feito na madrugada de quarta-feira em Nova York; o texto ainda precisa ser formalizado e aprovado.
  • O modelo salarial passa a ser atrelado à receita da liga; a média de pagamento pode superar US$ 500 mil, com teto de até US$ 6,2 milhões e salários máximos individuais acima de US$ 1 milhão já no início do acordo.
  • Em comparação, o esquema anterior tinha teto de cerca de US$ 1,5 milhão e salários individuais não passavam de US$ 250 mil.
  • O acordo inclui ampliação de benefícios fora das quadras, como licença maternidade e planejamento familiar, além de buscas por maior participação no faturamento e maior transparência financeira.
  • A abertura da temporada permanece prevista para 8 de maio, sem alterações, embora tenha havido tensões anteriores entre liga e jogadoras.

A WNBA e o sindicato das jogadoras, a WNBPA, chegaram a um acordo verbal para um novo contrato coletivo. O entendimento foi fechado na madrugada de quarta-feira, em Nova York, após mais de 20 horas de reuniões em dois dias. O texto ainda precisa ser formalizado e aprovado pelas partes.

O acordo é visto como histórico por ampliar drasticamente o modelo de remuneração e benefícios da liga. Breanna Stewart, ala da equipe que deflagrou o entusiasmo, revelou que o entendimento transforma o cenário do basquete feminino. A liga confirmou o fechamento do entendimento, com representantes das atletas presentes em hotel da cidade.

O principal marco é a vinculação dos salários da liga à sua receita. A remuneração média deve superar US$ 500 mil por atleta. O teto salarial pode chegar a US$ 6,2 milhões, com salários máximos acima de US$ 1 milhão já no início do acordo.

Nneka Ogwumike, presidente do sindicato, afirma que o novo modelo aproxima a WNBA de padrões de grandes ligas. Segundo estimativas, os ganhos médios devem subir consideravelmente e os tetos de remuneração máximos devem ampliar as oportunidades para as atletas.

Além do aspecto financeiro, o acordo amplia benefícios fora de quadra. As jogadoras obtêm avanços em planejamento familiar e licença parental, prioridades defendidas ao longo das negociações. Medidas variam desde planejamento familiar até licença maternidade.

As conversas também abordaram transparência financeira e participação no faturamento da liga. As atletas pleitearam maior acesso a informações contábeis das equipes para reduzir assimetrias e melhorar o equilíbrio contratual com a WNBA.

A tensão prévia entre a liga e as atletas ficou evidente em ameaças de impactos no calendário. A comissária Cathy Engelbert confirmou que a abertura da temporada permanece em 8 de maio, independentemente do fechamento do acordo.

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