- Morreu em São Paulo, aos 68 anos, o basqueteiro Oscar Schmidt, ícone da modalidade e maior cestinha olímpico da história; lutava contra um tumor cerebral há cerca de quinze anos.
- Foram cinco participações olímpicas, de Moscou, em 1980, a Atlanta, em 1996; em Seul, 1988, foi cestinha com 338 pontos e marcou 55 em uma partida contra a Espanha.
- Recusou a NBA (National Basketball Association, liga profissional dos Estados Unidos) em 1984 para defender a seleção brasileira, mantendo a elegibilidade para Olimpíadas e Mundiais.
- Conquistou o ouro no Pan-Americano de 1987, em Indianápolis, ao marcar 46 pontos na final contra os Estados Unidos; detém recordes de pontuação em Olimpíadas (1.093) e pela Copa do Mundo da FIBA.
- Foi reconhecido pelo Hall da Fama da FIBA e pelo Hall da Fama da NBA; aposentou-se em 2003 e atuou como palestrante; a Confederação Brasileira de Basquete lamentou a perda.
Oscar Schmidt, ícone do basquete brasileiro, morreu nesta sexta-feira (17) em São Paulo, aos 68 anos, após enfrentar um tumor cerebral há cerca de 15 anos. A família optou por uma despedida reservada, conforme comunicado. A informação é confirmada pela pauta da agência Brasil e pela imprensa.
Nascido em Natal (RN), Schmidt construiu uma carreira de projeção global sem atuar na NBA, decisão que preservou sua atuação pela seleção brasileira por mais tempo. Ele foi o maior cestinha da história do basquete e manteve o recorde olímpico de pontos por muitas décadas.
Entre os feitos, Schmidt soma cinco participações olímpicas consecutivas de Moscou 1980 a Atlanta 1996. Em Seul 1988 foi o cestinha da competição, com 338 pontos e uma média de 42,3 por jogo, além de marcar 55 pontos em uma única partida contra a Espanha, marca histórica.
O atleta recusou a oferta do New Jersey Nets em 1984 para não abandonar a seleção brasileira, já que, à época, a FIBA não permitia combinar jogos pela NBA com Olimpíadas e Mundiais. Esse gesto é visto como marco na carreira.
No Pan-Americano de 1987, em Indianápolis, Schmidt levou o ouro e anotou 46 pontos na final, celebrando a primeira derrota dos Estados Unidos no torneio em casa. Ao longo da carreira, acumulou recordes que resistiram por décadas.
Após encerrar a trajetória em 2003, Schmidt seguiu como palestrante e, em entrevista à TV Brasil em 2022, ressaltou a continuidade de seu legado e intensidade de vida. A Confederação Brasileira de Basquete lamentou o falecimento, destacando o papel do atleta no esporte mundial.
Entre na conversa da comunidade