- Oscar Schmidt morreu aos 68 anos em São Paulo, onde estava internado no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA) em Santana do Parnaíba.
- acumulou 49.737 pontos em 1.612 jogos, tornando-se o maior cestinha da história do basquete.
- foi cestinha em três Jogos Olímpicos (1988, 1992 e 1996) e tem 1.093 pontos somados nas Olimpíadas, recordista de pontos na competição.
- teve passagem marcante pela Europa, incluindo o Mundial de Clubes de 1979 pelo Sírio; atuou pelo Flamengo em 2002 e se aposentou em 2003.
- teve reconhecimentos no Hall da Fiba (2010) e no Hall da Fame de Springfield (2013), sendo considerado um dos maiores símbolos do basquete brasileiro.
Oscar Schmidt, conhecido como Mão Treinada, morreu aos 68 anos em São Paulo, nesta sexta-feira. Ele estava internado no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, em Santana do Parnaíba. A morte encerra uma carreira marcada por marcas históricas no basquete brasileiro.
O atleta foi o maior cestinha da história do basquete brasileiro, com 49.737 pontos em 1.612 jogos. Iniciou no esporte aos 13 anos, incentivado pelo tio, e construiu uma trajetória que o levou a títulos nacionais e internacionais.
Schmidt disputou três Olimpíadas como cestinha, em 1988, 1992 e 1996, e soma 1.093 pontos em Olimpíadas. Ainda era referência ao ser ultrapassado por LeBron James em 2024, no aspecto de maior pontuador em Olimpíadas, segundo a imprensa.
Entre as marcas históricas, destacou-se com um recorde brasileiro de 74 pontos em uma partida pelo Bandeirantes, em 1997, contra o Corinthians. Também liderou o Brasil ao Pan-Americano de Indianápolis, em 1987, com bolas decisivas de três pontos.
Trajetória e formação
Nascido em Natal, o ala-pivô revelou que começou a treinar com o apoio da família, mudou-se para Brasília aos 13 anos e, aos 19, estreou pela seleção brasileira. Mudou de posição no time sob comando de Ary Vidal, a partir de then.
No exterior, atuou por longos anos na Itália e na Espanha, sendo reconhecido como jogador estrangeiro de destaque. Em 1988, conquistou a Copa Itália com o Caserta; na carreira, somou passagens internacionais relevantes.
No Brasil, integrou o Flamengo na etapa final da carreira, disputando até 2003. O último jogo ocorreu em maio de 2003, com derrota para o Universo Minas; depois, encerrou a atuação como jogador, mantendo-se como figura pública.
Legado e reconhecimentos
Oscar integrou o Hall da Fama da Fiba em 2010 e o Hall da Fama do basquete de Springfield, EUA, em 2013, recebido com apoio de nomes como Larry Bird. Chegou a disputar ainda cinco Jogos Olímpicos ao longo de sua carreira.
A vida pessoal incluiu a dupla dedicatória à família, com Cristina e os filhos Felipe e Stephanie. Aos poucos, passou a atuar como comentarista esportivo e palestrante, mantendo-se ativo no cenário esportivo após a carreira.
Foi diagnosticado com câncer no cérebro em 2011, passando por cirurgias e tratamentos. Em entrevista, admitiu o medo da morte, mas ressaltou ter vivido uma vida extraordinária segundo suas palavras.
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