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Oscar Schmidt: dedicação e recordes na história da Seleção Brasileira

Oscar Schmidt deixa legado histórico: maior cestinha olímpico com 1.093 pontos em cinco edições, destacando a escolha de defender o Brasil em vez da NBA

Oscar Schmidt com a camisa da Seleção Brasileira
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  • Oscar Schmidt faleceu aos 68 anos nesta sexta-feira, 17, deixando um legado marcante para a Seleção Brasileira de basquete.
  • Foi o principal nome da equipe por quase duas décadas, com destaque em Jogos Pan-Americanos, Mundiais e Jogos Olímpicos.
  • No Pan de Indianápolis, em 1987, a seleção venceu os Estados Unidos por 120 a 115 e conquistou a medalha de ouro, com Schmidt em destaque.
  • Abrir mão da NBA para defender o Brasil foi uma decisão decisiva: foi draftado pelo New Jersey Nets em 1984, mas optou por permanecer em torneios internacionais.
  • Em cinco edições olímpicas (Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996), foi o maior cestinha do torneio, somando 1.093 pontos, além de 326 jogos pela seleção.

Oscar Schmidt faleceu nesta sexta-feira, aos 68 anos, deixando um legado marcado pela história da Seleção Brasileira de basquete. Ao longo de quase duas décadas, foi o principal nome do time nacional, somando títulos, recordes e atuações que ficaram na memória do esporte.

O momento mais emblemático da carreira aconteceu em 23 de agosto de 1987, nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis. A seleção brasileira venceu os Estados Unidos por 120 a 115 no Market Square Arena, conquista que garantiu a medalha de ouro e consolidou Schmidt como destaque da equipe.

Pela Seleção, o ala disputou 326 partidas entre 1977 e 1996, com média de 23,6 pontos por jogo. Esteve presente em três Mundiais e é o segundo jogador que mais atuou pelo Brasil em edições da competição, com 33 jogos, atrás apenas de Ubiratan.

Conquistas com a Seleção

Schmidt integrou geração de títulos continentais expressivos, com três Campeonatos Sul-Americanos (1977, 1983, 1985), duas Copas América e o ouro pan-americano de 1987. Nos Jogos Olímpicos, participou de cinco edições consecutivas.

Nas Olimpíadas, foi o maior cestinha da história do torneio, com 1.093 pontos, acumulando participação em Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996. Foi o principal pontuador em três edições: Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996.

Em Seul 1988, estabeleceu marcas expressivas, com melhor média de pontos, maior pontuação em uma edição e recordes em arremessos de três pontos e lances livres. Nascido em Natal e formado em Brasília, Schmidt vestiu a camisa 14 e ganhou o apelido de Mão Santa, carimbo que acompanhou a carreira.

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