- Oscar Schmidt faleceu em 18 de outubro de 2024, após longo tratamento contra o câncer, deixando um legado para o basquete mundial.
- Considerado o maior ídolo do basquete masculino do Brasil, teve carreira de 29 anos, iniciando aos 14 anos no Palmeiras.
- Foi grande nome da conquista brasileira contra os Estados Unidos em Indianápolis, em 1987, no título pan-americano.
- Integrante do Hall da Fiba, disputou cinco Olimpíadas e é recordista de pontos em Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos.
- Ao todo somou 49.737 pontos na carreira, atuando no Brasil, Itália e Espanha, antes de encerrar a carreira em 2004.
Oscar Schmidt, ícone do basquete brasileiro e mundial, morreu após longo tratamento contra o câncer. A notícia confirma o encerramento de uma carreira que teve início aos 14 anos, no Palmeiras, e atravessou três décadas de atuação profissional. A família informou o falecimento nesta quinta-feira, em Brasília.
Ao longo de 29 anos de carreira, o brasileiro ficou conhecido como o maior cestinha da história, somando 49.737 pontos, dos quais 42.042 foram em clubes e 7.695 pela seleção. A dificuldade de marcação e a precisão em arremessos de longa distância ficaram marcadas como suas marcas registradas.
Hall da Fiba e conquistas internacionais
Oscar integrou o Hall da Fiba e disputou cinco Olimpíadas (1980, 1984, 1988, 1992 e 1996), mantendo o recorde de mais partidas na competição entre homens. Ao lado de Teófilo Cruz e Andrew Gaze, esteve entre os atletas com maior número de participações olímpíadas.
Início da trajetória e base
Nascido em Natal (RN) em 16 de fevereiro de 1958, Oscar mudou-se para Brasília aos 13 anos, onde descobriu o basquete. O primeiro técnico foi Laurindo Miura, no Clube Unidade da Vizinhança, que ajudou a lapidar seu arremesso. A formação começou no Palmeiras, antes de se firmar nos clubes Sírio e Franca.
Trilhas na Europa e retorno ao Brasil
Entre 1982 e 1990 atuou pelo Juvecaserta, na Itália, seguido por Pavia (1990-1993) e Valladolid (1993-1995) na Espanha. A volta ao Brasil ocorreu em 1995, com passagens por Corinthians, Banco Bandeirantes, Mackenzie e Flamengo, até a aposentadoria em 2004, em Brasília.
Luta contra o câncer e legado
O diagnóstico de tumor no cérebro, aos 55 anos, levou a cirurgias, radioterapia e quimioterapia. Em 2011, a primeira fase de tratamento foi considerada encerrada, e em 2022 ele informou ter recebido alta após a conclusão do tratamento. Oscar deixou lembranças de dedicação, técnica e amor pela seleção brasileira.
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