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Oscar Schmidt recusou a NBA para defender a seleção brasileira

Oscar Schmidt recusou a NBA para defender a seleção brasileira; manteve carreira na Europa e na seleção, tornando-se maior cestinha da equipe e faleceu aos 68 anos

Oscar Schmidt em ação pelo Brasil. Até hoje, é o maior cestinha da seleção, com 7693 pontos — Foto: Doug Pensinger
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  • Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro, morreu aos 68 anos em São Paulo, nesta sexta-feira.
  • Ele foi draftado pelo New Jersey Nets em 1984, mas escolheu não atuar na NBA para defender a seleção brasileira.
  • Ao deixar o Brasil, jogou na Europa, passando oito anos pela Juvecaserta, na Itália, seguida por passagem pela Espanha e retornos ao Brasil.
  • Na época, a Fiba vedava jogadores da NBA disputarem torneios internacionais com suas seleções; mesmo com a mudança em 1989, Schmidt não foi jogar na NBA.
  • É o maior cestinha da seleção brasileira, com 7.693 pontos, e integrou o Hall da Fama do basquete da NBA em 2013.

Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro, morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, em São Paulo. O jogador chegou a ser draftado pelo New Jersey Nets em 1984, mas optou por não atuar na NBA. Em vez disso, seguiu atuando pela seleção brasileira e em clubes na Europa.

Mão Santa, como era conhecido, iniciou a carreira no basquete juvenil do Palmeiras em 1974 e estreou pela seleção em 1980, nos Jogos Olímpicos. Em sua trajetória, atuou também por Sírio, América do Rio e pela Juvecaserta, na Itália, em 1982.

A primeira passagem pela Europa ocorreu em 1982, na Juvecaserta, onde ficou oito anos. Durante esse período, o Nets o draftou, mas ele rejeitou a chance de jogar na NBA, sob a justificativa de que as regras da época impediam atletas da liga de defender o Brasil em competições internacionais.

Mudança de regras e escolhas profissionais

A Fiba anunciava, à época, que o nível da NBA desconsiderava torneios internacionais. Mesmo assim, Schmidt acabou por disputar mais Olimpíadas, vencer três Sul-Americanos e ganhar o Pan de 1987 contra os Estados Unidos.

Em 2013, ao entrar no Hall da Fama do basquete, Schmidt explicou a decisão: abriu mão de contrato com o Nets para manter o compromisso com a seleção. Três anos depois, o Brasil venceu os EUA em território americano, naquilo que ele considerou a melhor decisão de sua carreira.

Retomada na carreira europeia

Após o fim da regra que proibiria NBA-players de competir pela Fiba, Schmidt não voltou à NBA. Seguiu na Itália, defendendo o Pavia por três temporadas, depois atuou na Espanha pelo Fórum, de Valladolid, até 1995.

De volta ao Brasil, vestiu camisas de Corinthians, Banco Bandeirantes, Mackenzie e Flamengo. Entre títulos e recordes, ele é hoje o maior cestinha da seleção brasileira, com 7693 pontos marcados. A confirmação da morte foi divulgada pela assessoria de imprensa da família.

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