- Oscar Schmidt faleceu na tarde desta sexta-feira (17), aos 68 anos, em Santana de Parnaíba (SP), após ser internado por mal-estar.
- O ex-ala somou 49.737 pontos na carreira e é lembrado como uma grande referência do basquete mundial e da seleção brasileira.
- No draft de 1984, foi escolhido pelo New Jersey Nets, mas as regras da FIBA da época impediam que atletas da NBA defendessem seus países, o que o afastou da liga.
- Em 1987, liderou o Brasil na emocionante vitória sobre os Estados Unidos no Pan-americano, anotando 46 pontos na final em Indianápolis.
- Recusou convites para jogar na NBA novamente em 1992, por acreditar não poder enfrentar vexame físico; em 2013 foi inserido no Hall da Fama do Basquete dos Estados Unidos e é reconhecido pela FIBA entre os 50 maiores jogadores de todos os tempos.
O basquete mundial perdeu nesta sexta-feira 17 uma de suas maiores referências. Oscar Schmidt, de 68 anos, faleceu em Santana de Parnaíba, SP, após sair de casa para ir ao hospital, onde foi internado por mal-estar. O ex-ala deixa 49.737 pontos na carreira.
Schmidt foi internado no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, onde morreu sem tempo de recuperação. O brasileiro ficou conhecido pela lealdade à seleção brasileira, mantendo a carreira em defesa do Brasil mesmo diante de propostas da NBA.
A família e a torcida lamentam a perda de um ídolo que marcou gerações com dedicação ao país e ao esporte. Schemidt é lembrado pela trajetória de dedicação ao basquete nacional, sem abrir mão de defender a Amarelinha.
Dilema da NBA e decisões históricas
No Draft de 1984, Schmidt foi escolhido pelo New Jersey Nets, hoje Brooklyn Nets. Naquela época, a FIBA restringia que atletas da NBA defendessem seleções nacionais, o que influenciou a decisão do jogador.
O atleta optou por permanecer na seleção brasileira, recusando a chance de atuar na NBA. A opção foi defendida publicamente em 2023, citando o orgulho de defender o país.
Essa escolha rendeu resultados expressivos fora do âmbito da NBA, como o título do Pan-Americano de 1987, em que Schmidt anotou 46 pontos na vitória sobre os EUA em Indianápolis.
Em 1992, após os Jogos de Barcelona, a FIBA já havia flexibilizado a regra. Ainda assim, Schmidt não aceitou outro convite, por motivos pessoais e pela avaliação de sua forma física.
Legado reconhecido
Em 2013, Oscar Schmidt foi introduzido no Hall da Fama do Basquete, nos Estados Unidos. A honraria consolidou seu status entre os grandes do esporte, independentemente da NBA.
A FIBA o incluiu entre os 50 maiores jogadores de todos os tempos, reconhecimento que reforça a importância de sua carreira para o basquete mundial e para o Brasil. O legado de Schmidt permanece como referência de dedicação e talento.
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