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Brasil vence EUA em casa após ausência do hino, noite histórica

CBB relembra virada de 1987: Oscar Schmidt marca 46 pontos e inicia a Revolução dos Três, levando o Brasil a vencer os EUA sem hino no ginásio

Oscar Schmidt (Foto: Divulgação/Fiba)
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  • Oscar Schmidt brilhou no Pan‑Americano de 1987 em Indianápolis, quando o Brasil venceu os Estados Unidos em casa, abrindo caminho para a primeira derrota americana naquele ginásio.
  • A cerimônia ficou sem o Hino Nacional brasileiro; os organizadores buscaram o hino no ginásio e atrasaram a premiação.
  • Oscar marcou 46 pontos no jogo, 35 no segundo tempo, com sete bolas de três, ajudando o Brasil a virar o placar após ficar atrás por 14 pontos no intervalo.
  • A vitória é lembrada como marco da “Revolução dos três pontos”, que mudou a dinâmica do basquete mundial e influenciou a formação de times como o Dream Team.
  • Oscar Schmidt faleceu aos 68 anos, vítima de parada cardíaca; seu legado permanece vivo na história do esporte brasileiro.

O Brasil venceu os Estados Unidos em Indianápolis, porém o momento ficou marcado pela ausência do Hino Nacional no ginásio Market Square Arena. A cerimônia de premiação precisou ser adiada para buscar o hino perdido, enquanto Oscar Schmidt brilhava em quadra, garantindo a virada histórica.

A partida ocorreu durante o Pan-Americano de 1987. Sem o áudio oficial, a organização recorreu ao hino depois para colocar Oscar no pódio ao lado de uma vitória que desmontou a descrença dos americanos em casa.

A explosão de Oscar e a revolução das cestas de três pontos

Após um primeiro tempo discreto, Oscar Schmidt anotou 35 pontos no segundo tempo, somando 46 na partida. O Brasil saiu de uma desvantagem de 14 pontos no intervalo para a vitória, puxada pela precisão de arremessos de longa distância.

Seis ou mais cestas de três marcadas por Oscar contribuíram para a virada, sinalizando uma evolução tática no basquete mundial. A atuação ficou associada ao início da chamada Revolução dos Três Pontos no cenário internacional.

O impacto histórico vai além da balança do jogo. Segundo o Secretário-Geral da Confederação Brasileira de Basketball (CBB), Carlos Fontenelle, aquela atuação impulsionou mudanças no cenário global e influenciou escolhas de atletas para as seleções nacionais.

A partir desse triunfo em casa, as transformações pesaram na construção de equipes futuras, incluindo a participação brasileira na evolução do basquete internacional e na aproximação com o estilo de jogo que ganhou força nos anos seguintes.

O nascimento do “Dream Team” e o legado de Oscar

A derrota dos EUA em solo brasileiro é apontada como impulso para o surgimento do Dream Team em 1992, com a participação de estrelas da NBA que passaram a defender a seleção norte-americana de forma mais consolidada. O episódio é visto como catalisador para mudanças no recrutamento de jogadores.

Oscar Schmidt optou por defender o Brasil frente às regras da Fiba da época, que limitavam a participação de atletas no exterior. O jogador valorizou a competição pela seleção sobre contratos financeiros, marcando a história do esporte no país.

Oscar Schmidt faleceu aos 68 anos, vítima de uma parada cardíaca. Seu legado permanece vivo nas quadras, onde o perímetro continua a inspirar novas gerações de atletas.

Com o registro daquele jogo, o Brasil consolidou uma página icônica do basquete nacional, celebrada pela resistência e pela habilidade de transformar o jogo com arremessos de longa distância.

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