- Tiago Splitter, primeiro técnico brasileiro na NBA, comenta que os Blazers chegaram aos playoffs após quatro temporadas sem atuação na pós-temporada.
- A temporada teve a saída do head coach Chauncey Billups, com Splitter assumindo o time e levando a equipe a superar as expectativas.
- Ele diz não ter enfrentado dificuldades por ser latino, destacando a globalização da liga e a convivência com jogadores internacionais.
- Sobre o futuro em Portland, Splitter está no papel de interino e é um dos finalistas para o cargo de head coach; a decisão depende do novo dono do time.
- Em relação à seleção brasileira, ele aponta atletas como Yago Matheus, Bruno Caboclo e Gui Santos como pilares, e defende investimentos em educação esportiva desde as escolas para desenvolver o basquete no Brasil.
Tiago Splitter, primeiro técnico brasileiro a liderar uma equipe na NBA, comentou como o Portland Trail Blazers retornou aos playoffs após quatro temporadas sem vaga. A temporada foi marcada por turbulência com a saída do head coach Chauncey Billups, e Splitter assumiu o time, guiando a equipe até a pós-temporada.
Ele explicou que a trajetória foi desafiadora e que o time manteve o foco jogo a jogo. A meta inicial era superar a campanha da temporada anterior, e, segundo o técnico, a equipe acabou excedendo as expectativas ao chegar aos playoffs, algo visto como histórico para Portland.
A relação com o elenco, formado por várias peças internacionais, não foi dificultada pelo idioma. Splitter destacou que o basquete atual é global e que não houve preconceito em função de sua origem brasileira ou latina.
A instabilidade fora das quadras, com a prisão do então treinador, foi um desafio para o grupo. O técnico disse ter buscado manter o foco no jogo, lidando com lesões e ajustes até a normalização do ambiente.
Como pioneiro, Splitter ressaltou o papel da América Latina no basquete e a necessidade de estruturas mais fortes no Brasil. Ele acredita no talento local e na importância de ligas mais competitivas para desenvolver técnicos e jogadores.
Ao atuar contra o San Antonio Spurs, um clube onde passou boa parte da carreira, Splitter viveu a experiência como rival. A série terminou em 4 a 1 a favor dos Spurs, que aparecem entre os favoritos ao título.
Questionado sobre a efetivação no cargo de head coach, o técnico afirmou que há conversas em curso e revelou ser um dos candidatos entre várias opções, sem apontar preferência específica.
Caso não permaneça no comando, Splitter disse que tem contrato como assistente para o próximo ano e avaliaria outras oportunidades, mantendo o foco naquilo que for decidido pelo clube.
Sobre o futuro, ele deixou claro o desejo de treinar a Seleção Brasileira, mantendo conversas com a Confederação Brasileira de Baskteball. O calendário da NBA complica a participação nas janelas FIBA.
Quanto à seleção, Splitter afirmou acreditar no potencial de atletas como Yago, Caboclo e Gui Santos, além de novas gerações. Ele defendeu investimento em base escolar para ampliar a base de talentos.
Perspectivas para o basquete brasileiro
O técnico reforçou a importância de educação física nas escolas como alavanca para o esporte nacional. Segundo ele, o Brasil tem talento, mas parte dele se perde por falta de estímulo desde a base, o que atrasa o desenvolvimento de jogadores e técnicos.
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