A Flórida abriga a maior comunidade de brasileiros nos Estados Unidos, com 590 mil residentes, e uma significativa concentração de latinos, o que intensifica o interesse pelo futebol na região. Apesar do clima ameno, que favorece a realização de treinos e amistosos, a ida de clubes brasileiros para a pré-temporada nos EUA gera controvérsias. Times […]
A Flórida abriga a maior comunidade de brasileiros nos Estados Unidos, com 590 mil residentes, e uma significativa concentração de latinos, o que intensifica o interesse pelo futebol na região. Apesar do clima ameno, que favorece a realização de treinos e amistosos, a ida de clubes brasileiros para a pré-temporada nos EUA gera controvérsias. Times como Atlético-MG, Cruzeiro, Flamengo, Fortaleza e São Paulo estão atualmente no país, mas a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, criticou a prática, afirmando que “é só para dirigente passear na Disney” e que não há ganhos financeiros ou esportivos.
A rejeição à participação em eventos como a Orlando Cup, que o Santos desistiu de integrar, reflete uma visão crítica sobre a eficácia dessas viagens. A nova comissão técnica do Santos, sob Pedro Caixinha, não apoiou a ideia, especialmente após a troca de adversário e a falta de transmissão dos jogos no Brasil. O Corinthians também considerou a pré-temporada nos EUA, mas optou por permanecer em seu centro de treinamento, o CT Joaquim Grava, devido ao calendário apertado para 2025.
O técnico Abel Braga, que já participou da Florida Cup, reconhece benefícios como a temperatura favorável para treinos intensos e a interação entre jogadores e comissão técnica. No entanto, ele ressalta que a viagem pode ser cansativa e que as condições no CT brasileiro são superiores. A logística financeira das viagens também é complexa, com clubes arcando com custos de hospedagem e transporte, enquanto receitas são limitadas à bilheteira dos amistosos.
Embora especialistas em marketing esportivo vejam valor nas ativações e relacionamentos com torcedores durante essas viagens, muitos discordam que elas contribuam para a internacionalização das marcas dos clubes. Renê Salviano, CEO da agência Heatmap, enfatiza que o foco deve ser em jogos transmitidos internacionalmente, uma área em que o futebol brasileiro ainda enfrenta desafios, como a comercialização tardia dos direitos internacionais do Brasileirão 2024, resultando em perdas significativas em receita e visibilidade.
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