Pep Guardiola, conhecido por sua paixão por jogadores de meio-campo, sempre sonhou em escalar um time composto exclusivamente por esses atletas. Ele acredita que “os jogadores de meio-campo são os mais inteligentes” e, ao longo de sua carreira, transformou o campo em um vasto meio-campo, onde até os defensores e goleiros se destacavam na construção […]
Pep Guardiola, conhecido por sua paixão por jogadores de meio-campo, sempre sonhou em escalar um time composto exclusivamente por esses atletas. Ele acredita que “os jogadores de meio-campo são os mais inteligentes” e, ao longo de sua carreira, transformou o campo em um vasto meio-campo, onde até os defensores e goleiros se destacavam na construção de jogadas. No entanto, a chegada de Erling Haaland como centroavante e a perda de Rodri por lesão mudaram a dinâmica do Manchester City, que agora apresenta um estilo de jogo menos fluido e mais previsível.
Atualmente, o City mantém a maior posse de bola da Premier League, com 61,4%, mas isso representa a menor taxa desde que Guardiola assumiu em 2016. O foco na solidez defensiva e na eficiência de gols, com Haaland como referência, resultou em uma abordagem mais metódica, sacrificando a criatividade que caracterizava o estilo de jogo anterior. A equipe, que costumava ser sinônimo de futebol dinâmico, agora parece desconectada, especialmente em jogos importantes, como na recente derrota para o Paris Saint-Germain na Liga dos Campeões.
Desde a contratação de Rodri em 2019, o City trouxe apenas quatro novos meio-campistas, mas nenhum deles se destacou como esperado. A falta de um meio-campo forte se tornou evidente na partida contra o PSG, onde Guardiola reconheceu que “não conseguimos jogar” e que a equipe adversária foi superior em todos os aspectos. A incapacidade do City de manter a posse e criar jogadas foi alarmante, com jogadores como Kovacic e De Bruyne apresentando desempenhos abaixo do esperado.
Com a janela de transferências de janeiro se aproximando, o City precisa urgentemente reavaliar sua abordagem no meio-campo. A busca por novos talentos, como Douglas Luiz, é uma prioridade, especialmente com a expectativa de que Rodri retorne em plena forma. A necessidade de revitalizar o setor é clara, e a falta de movimentação e criatividade no meio-campo levanta questões sobre a visão de Guardiola para o futuro da equipe.
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