O primeiro semestre de 2025 apresenta desafios significativos para John Textor, proprietário da holding Eagle Football, que inclui a SAF do Botafogo. Após uma temporada de sucesso no Brasil, Textor precisa convencer a Direção Nacional de Controle e Gestão (DNCG) da Liga Francesa de que possui recursos para cobrir o déficit de 100 milhões de […]
O primeiro semestre de 2025 apresenta desafios significativos para John Textor, proprietário da holding Eagle Football, que inclui a SAF do Botafogo. Após uma temporada de sucesso no Brasil, Textor precisa convencer a Direção Nacional de Controle e Gestão (DNCG) da Liga Francesa de que possui recursos para cobrir o déficit de 100 milhões de euros (aproximadamente R$ 610,9 milhões) do Lyon, seu principal ativo. A situação é crítica, pois um eventual rebaixamento do clube francês afetaria diretamente o valor da holding.
Atualmente, o Lyon enfrenta um transfer ban, que impede a contratação de novos jogadores devido a um déficit de 25,7 milhões de euros (R$ 157 milhões) na última temporada e uma dívida total que se aproxima de 500 milhões de euros (R$ 3 bilhões). A DNCG não aceitou os argumentos de Textor sobre sua capacidade de resolver rapidamente a situação financeira, e aguarda análises jurídicas independentes que comprovem a viabilidade do financiamento do clube por meio da venda de jogadores de outros clubes da mesma estrutura.
Para tentar reverter a situação, a venda de jogadores se tornou uma prioridade, com o Lyon buscando levantar recursos e reduzir sua folha salarial. A holding já negociou a venda de Luiz Henrique, do Botafogo, para o Zenit, da Rússia, por 35 milhões de euros (R$ 220 milhões), que serão direcionados ao Lyon. Além disso, Textor está em processo de venda de sua participação de 45% no Crystal Palace por 185 milhões de dólares (R$ 1,1 bilhão), o que requer aprovação da Premier League.
A expectativa é que a Eagle realize sua oferta pública inicial (IPO) no primeiro semestre de 2025, com um plano de recapitalização para levantar 1,1 bilhão de dólares (R$ 6,3 bilhões). Embora a abertura de capital seja uma estratégia promissora, especialistas alertam que a situação do Lyon pode impactar negativamente o valuation do IPO. A resolução das questões financeiras do clube francês é vista como crucial para o sucesso da holding no mercado.
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