Na última rodada da Liga Profissional Argentina de 2024, o Boca Juniors empatou em 2 a 2 com o Defensa y Justicia. Curiosamente, os três primeiros gols da partida não foram comemorados pelos autores: Santiago Mingo, que marcou para o Boca, Merentiel, que fez para o Defensa, e Aaron Molinas, que estreou no Boca após […]
Na última rodada da Liga Profissional Argentina de 2024, o Boca Juniors empatou em 2 a 2 com o Defensa y Justicia. Curiosamente, os três primeiros gols da partida não foram comemorados pelos autores: Santiago Mingo, que marcou para o Boca, Merentiel, que fez para o Defensa, e Aaron Molinas, que estreou no Boca após ter jogado pelo Defensa. Este fenômeno é um exemplo da chamada “lei do ex”, que sugere que jogadores tendem a se destacar ao enfrentar seus antigos clubes.
A “lei do ex” é dividida em duas versões: uma mais moderada, que aponta uma tendência a marcar gols, e outra mais rigorosa, que afirma que o jogador se tornará um carrasco para seu antigo time. Defensores da teoria argumentam que fatores psicológicos e o conhecimento prévio dos adversários favorecem o desempenho. Por outro lado, críticos consideram essa crença um mito, citando casos como o de Antoine Griezmann, que não marcou contra o Barcelona após deixar o clube, apesar de várias oportunidades.
Para investigar a validade da “lei do ex”, é possível aplicar métodos estatísticos, como o teste de hipóteses. Ao analisar a média de gols de jogadores que enfrentaram antigos clubes na Liga Espanhola, a média contra ex-times foi de 0,18, enquanto contra outros times foi de 0,14. Essa diferença de 0,04 levanta a questão: é significativa ou apenas uma flutuação aleatória?
A probabilidade de observar uma diferença de 0,04 ou maior, assumindo que não há diferença real, é de aproximadamente 18%. Isso sugere que não há evidências suficientes para rejeitar a hipótese nula, que afirma que não há diferença nas médias de gols. Portanto, a conclusão é que não existem provas que sustentem a “lei do ex” como uma regra válida no futebol.
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