A superstição é a crença de que certos gestos ou objetos podem trazer sorte ou evitar coisas ruins, mesmo sem explicação lógica. Isso ajuda as pessoas a lidarem com o desconhecido e a se sentirem mais confortáveis. Quando alguém faz algo que acredita trazer sorte, o cérebro libera dopamina, causando felicidade e reforçando esse comportamento, especialmente em situações de pressão, como em esportes. Um exemplo famoso é o beijo de Laurent Blanc na careca do goleiro Barthez antes dos jogos da seleção francesa na Copa do Mundo de 1998, que muitos acreditam ter contribuído para a vitória. Outra superstição interessante aconteceu em 1977, quando o Boca Juniors venceu a Libertadores usando camisetas sujas, acreditando que isso trouxe sorte. No beisebol, a venda de Babe Ruth pelos Boston Red Sox para os New York Yankees em 1919 gerou uma “maldição” que durou 86 anos, levando os torcedores a adotarem várias superstições, como o uso de um chapéu que se tornou um talismã. Em 2004, os Red Sox quebraram essa maldição ao vencer a World Series. No basquete, Jason Terry tinha o hábito de dormir com o uniforme do time adversário antes dos jogos, acreditando que isso o ajudava a se preparar mentalmente. Por fim, no vôlei de praia, o treinador Gilmário Cajá usava um jacaré de borracha como amuleto durante as partidas, acreditando que isso trazia sorte para a dupla brasileira que conquistou a medalha de ouro em 2004.
A superstição nada mais é que uma crença de que certos gestos, objetos ou sinais podem influenciar a sorte ou evitar algo ruim para o indivíduo, mesmo que isso não tenha uma explicação lógica. É um mecanismo psicológico do ser humano para lidar com o desconhecido e confortar o que já é conhecido.
Quando alguém faz algo que acredita trazer sorte, o cérebro entra em ação, liberando dopamina, aquela substância que dá uma sensação de felicidade. É como se o cérebro falasse: ‘Deu certo, vai de novo!’ Mesmo sabendo que não tem lógica, o cérebro cria essa conexão e acaba reforçando o hábito, especialmente em momentos de pressão, como nos esportes. A superstição vira, então, uma forma de confiança, como um truque para se acalmar.
A careca da sorte.
12 de junho, dia da estreia da seleção francesa na Copa do Mundo de 1998. Minutos antes da partida contra a África do Sul começar, um simples ato de companheirismo desencadeou uma superstição que, para muitos, foi fundamental no título mundial da França naquele ano. O beijinho do camisa 5 Laurent Blanc na careca do goleiro Barthez se tornou essencial antes de cada jogo até a conquista do mundo! E se, por acaso, eles tivessem esquecido alguma vez? O troféu não viria? Nunca saberemos, e os franceses não pagaram para ver…
Anos depois, Fabien Barthez proibiu que seus companheiros do Manchester United beijassem sua cabeça. O ídolo francês, que é careca, dizia só permitir que Laurent Blanc, também da seleção da França, tivesse tal atitude no começo das partidas.
“Não quero que ninguém me beije. O único que pode fazê-lo é o Blanc, e ele não joga pelo Manchester”, dizia o goleiro.
Lavar a camisa? Tô fora!
Em 1977, ano em que o Boca Juniors foi campeão da Libertadores da América, uma curiosa superstição veio à tona depois do título contra o Cruzeiro.
A equipe, que não vinha em bom momento em termos de performance e moral, buscava uma virada de chave para vencer o campeonato mais importante da américa do sul, e essa virada aconteceu da forma mais inesperada possível. Na partida de ida, os hermanos tiveram que utilizar camisetas sujas e amassadas, devido a um problema de logística e organização do clube. Pois bem, o Boca venceu o jogo e toda essa situação passou a ser tratada como o ponto de virada. Assim, os jogadores, acreditando que a “camisa da sorte” havia contribuído para o sucesso, decidiram usar a mesma roupa suja no duelo de volta.
O Boca Juniors venceu novamente, consagrando-se campeão da Libertadores. Desde então, essa superstição passou a ser uma tradição dentro do clube, e muitos jogadores acreditam que usar a camisa em situações semelhantes pode trazer boa sorte.
O talismã.
Talvez essa história seja a mais fascinante da história do Beisebol.
Tudo começou em 1919, quando os Boston Red Sox venderam o atleta Babe Ruth, para os New York Yankees. Ruth era um dos melhores jogadores do esporte na época e os torcedores passaram a acreditar que a venda do jogador para o rival trouxe uma má sorte, que culminou em uma seca de títulos da World Series por 86 anos.
Durante esse período sem conquistas, os torcedores e a equipe de Boston, passaram a adotar várias superstições para romper a “maldição”. Uma delas era o uso de objetos que, supostamente, trariam sorte ao clube. Um exemplo famoso foi o uso de um velho chapéu de um torcedor, que se tornou um “talisman” durante os playoffs. Os fãs acreditavam que tocar ou usar o chapéu poderia ajudar a equipe a vencer.
Em 2004, após uma temporada cheia de expectativa, os Red Sox chegaram aos playoffs e enfrentaram justamente os Yankees nas finais da American League. Depois de estarem em desvantagem de 3-0 na série, eles conseguiram uma virada histórica, vencendo quatro jogos seguidos e garantindo um lugar na World Series.
“Aquela série foi algo de outro mundo. No jogo 4, a gente sabia que, se perdesse, estava fora, mas ao mesmo tempo acreditávamos que era possível virar. O que aconteceu depois, eu nunca vou esquecer. Jogo após jogo, cada um de nós deu o máximo. Tivemos fé e jogamos com o coração. Acho que aquele foi o momento em que realmente sentimos que podíamos acabar com a maldição”, disse David Ortiz, lenda do beisebol em Boston.
Na World Series, os Red Sox enfrentaram o St. Louis Cardinals e venceram em quatro jogos, finalmente quebrando a maldição de 1919. Essa vitória se tornou um marco na história do beisebol e é lembrada com grande emoção pelos torcedores.
Superstição Maluca? Aí está!
Esse interessante ritual envolve o ex-jogador de basquete Jason Terry, conhecido por seu desempenho como armador na NBA, principalmente durante seu tempo no Dallas Mavericks. Terry tinha uma tradição curiosa: na véspera de cada jogo, o atleta dormia usando o calção do time adversário.
“Na noite antes do jogo, eu durmo com o uniforme do time que vamos enfrentar. É um ritual meu, me ajuda a me preparar mentalmente,” disse Terry. “É como se eu estivesse entrando na pele do oponente para entender como vencê-los. Sempre fiz isso, e de alguma forma, me faz sentir que tenho uma vantagem.”
Essa superstição começou em 2011, quando os Mavericks estavam lutando pelo troféu da liga. Naquela temporada, a equipe de Dallas enfrentou o poderoso Miami Heat nas finais da NBA, e mesmo sendo os azarões, os texanos surpreenderam ao vencer a série por 4 a 2, conquistando o primeiro título da franquia.
Terry foi um dos principais jogadores das finais, e muitos associaram o sucesso ao seu ritual incomum de dormir com o calção do adversário.
Jason também tinha o costume de usar 5 meias nas partidas e antes dos jogos das finais, o mesmo tatuou o troféu de campeão da liga em seu braço, mesmo sem nada definido! Corajoso não?
O jacaré que mordeu o ouro.
Atenas, 2004, ano da primeira conquista dourada do Brasil no vôlei de praia. Os personagens principais? Claro, a dupla Ricardo e Emanuel, porém, tratando de sorte e superstição, os secundários ganham muito mais destaque. São eles, o treinador Gilmário Cajá e um jacaré de borracha! Os provedores da boa sorte no trajeto do ouro.
Cajá tinha o costume de esfregar o pequeno amuleto durante os momentos de dificuldade da dupla brasileira nas partidas. “O tempo que eu passei como treinador de voleibol de praia, acabei me apegando muito a ele.” Emanuel também já assumiu olhar para o talismã durante os jogos difíceis. “Me trazia confiança e força para continuar em busca da medalha.”
Uma curiosidade é que a superstição virou um gesto de carinho. Após a conquista em 2004, Gilmário doou seu amuleto para companheiros que acreditava precisar de boa fé em seus objetivos. “Quando eu fui me afastando, percebi que outros companheiros meus precisavam também desse jacaré, então eu doei.”
Força e resiliência, este é o significado da natureza do animal tão importante para Cajá. Afinal, ficar horas e horas parado debaixo do sol quente não é para qualquer um.
E você aí? Tem alguma superstição? Nos conte nos comentários da matéria e até a próxima!
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