Um novo jeito de selecionar jovens talentos no futebol está surgindo com aplicativos como Footbao e Cuju, que usam inteligência artificial para conectar aspirantes a atletas a clubes. Esses jovens podem gravar vídeos mostrando suas habilidades, como controle de bola e chutes, e serem avaliados à distância. O Footbao, por exemplo, faz uma avaliação inicial com base nos vídeos, enquanto os clubes observam os talentos que mais se destacam. O Cuju, criado pela Rogon, também classifica os vídeos usando inteligência artificial e convida os melhores para jogos em campo reduzido, onde são vistos por ex-jogadores e olheiros. Apesar de a tecnologia ajudar a abrir oportunidades, especialistas alertam que a avaliação por vídeo pode ser limitada, pois não captura aspectos importantes como a tomada de decisão em situações de pressão. Além disso, alguns atletas podem ser excluídos por não terem acesso a equipamentos adequados para gravar seus vídeos.
Um novo método para a seleção de jovens talentos no futebol está em ascensão. Aplicativos como Footbao e Cuju utilizam inteligência artificial para conectar aspirantes a atletas a clubes, permitindo que gravem vídeos de suas habilidades e sejam avaliados remotamente. Essa abordagem visa democratizar o acesso às peneiras, especialmente para aqueles que não têm condições de participar presencialmente.
Os jovens atletas podem gravar vídeos demonstrando controle de bola, chutes e passes. A Footbao, por exemplo, realiza uma avaliação inicial com base nas gravações, enquanto clubes monitoram os talentos que mais chamam a atenção. Euler Victor, diretor de futebol da Footbao, destacou que o objetivo é dar oportunidades e democratizar as seletivas.
O Cuju, desenvolvido pela Rogon, também utiliza inteligência artificial para ranquear vídeos com base em movimentos de jogadores profissionais. Os destaques são convidados para partidas em campo reduzido, onde são observados por ex-jogadores e olheiros. A plataforma já realizou etapas em várias cidades e planeja expandir o projeto para outros estados e países.
Especialistas apontam que, embora a tecnologia amplie as oportunidades, a avaliação por vídeo pode ser superficial. Eduardo Corch, consultor de marketing esportivo, ressaltou que aspectos como tomada de decisão e comportamento coletivo não são capturados. Além disso, barreiras tecnológicas ainda podem excluir atletas sem acesso a equipamentos adequados.
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