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Polícia investiga possível ligação entre patrocínio do Corinthians e o PCC

Investigação da Polícia Civil aponta possível ligação entre patrocínio do Corinthians e o PCC, com movimentações financeiras suspeitas.

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Uma investigação da Polícia Civil de São Paulo encontrou indícios de que parte do dinheiro pago pela casa de apostas Vai de Bet ao intermediário do patrocínio do Corinthians pode estar ligada ao PCC, uma facção criminosa. O relatório aponta transferências de cerca de R$ 1 milhão entre contas relacionadas ao crime. A Rede Social Media, que intermediou o patrocínio, repassou R$ 580 mil para uma empresa chamada Neoway, que é registrada em nome de uma pessoa sem conhecimento do uso de seu nome. A Neoway, depois, transferiu cerca de R$ 1 milhão para a Wave Intermediações, que enviou R$ 874 mil para a UJ Football Intermediação, do empresário Ulisses Jorge, já mencionado pelo Ministério Público por suposto envolvimento em lavagem de dinheiro do PCC. O empresário Antônio Vinícius Gritzbach, que denunciou a UJ, foi assassinado em um caso considerado uma “queima de arquivo”. O Corinthians disse que o inquérito está em segredo de justiça e que não se responsabiliza por qualquer uso indevido de dinheiro. A UJ não respondeu até o momento.

Uma investigação da Polícia Civil de São Paulo revelou indícios de que parte da comissão paga pela casa de apostas Vai de Bet ao intermediário do patrocínio do Corinthians pode estar ligada ao PCC (Primeiro Comando da Capital). O relatório técnico parcial aponta transferências de cerca de R$ 1 milhão entre contas associadas ao crime organizado.

O inquérito identificou que a Rede Social Media, intermediária que não participou diretamente da negociação, repassou R$ 580 mil a uma empresa chamada Neoway Soluções Integradas, registrada em nome de um “laranja”. A Neoway, por sua vez, transferiu aproximadamente R$ 1 milhão para a Wave Intermediações, que enviou R$ 874 mil para a UJ Football Intermediação, do empresário Ulisses Jorge.

A UJ já havia sido mencionada pelo Ministério Público de São Paulo por suposto envolvimento em lavagem de dinheiro do PCC. O empresário Antônio Vinícius Gritzbach, que denunciou a UJ em delação premiada, foi assassinado em novembro do ano passado, em um caso considerado uma “queima de arquivo”.

Detalhes da Operação

Além das transferências, a Neoway gastou cerca de R$ 83 mil em títulos de capitalização após receber R$ 1 milhão da Rede Social Media. A empresa, que recebeu R$ 1,4 milhão do Corinthians, é registrada em nome de Edna dos Santos, uma mulher em situação de vulnerabilidade que não tinha conhecimento do uso de seu nome.

O Corinthians se manifestou, afirmando que o inquérito está sob segredo de justiça e que não se responsabiliza por qualquer direcionamento de dinheiro fora da conta do clube. A UJ também foi contatada, mas não respondeu até o momento. A informação sobre o envolvimento da UJ foi inicialmente divulgada pelo SBT e confirmada pela ESPN.

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