- A Copa do Mundo de Clubes tem enfrentado paralisações por alertas meteorológicos, gerando descontentamento entre torcedores.
- Altair Ramos, preparador físico do São Paulo, defende a adoção de protocolos de segurança semelhantes aos utilizados em outros países.
- Ramos sobreviveu a um raio em 1996 e enfatiza que a proteção dos espectadores deve ser prioridade.
- Ele destaca que as pausas nos jogos não afetam a parte física dos atletas, mas podem prejudicar a concentração.
- O Brasil tem a maior incidência de raios do mundo, com uma média de 78 milhões de descargas elétricas por ano, e Ramos alerta que “uma vida perdida é uma tragédia”.
As paralisações na Copa do Mundo de Clubes, motivadas por alertas meteorológicos, têm gerado descontentamento entre torcedores e levantado questões sobre segurança em eventos esportivos. O preparador físico Altair Ramos, que sobreviveu a um raio em 1996, defende a implementação de protocolos de segurança semelhantes no Brasil. Para ele, a proteção dos espectadores deve ser prioridade.
Ramos, que faz parte da comissão técnica do São Paulo, enfatiza que as pausas durante os jogos não prejudicam a parte física dos atletas, mas podem afetar a concentração. “Os jogadores podem entrar menos focados”, alerta. Ele compartilha sua experiência ao ser atingido por um raio, quando sofreu uma parada cardiorrespiratória e foi socorrido por colegas. “Aquele dia mudou tudo”, afirma, referindo-se às novas normas de segurança que surgiram após o incidente.
Atualmente, as fiscalizações do Sistema de Proteção de Descargas Atmosféricas (SPDA) são mais rigorosas. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a FIFA passaram a exigir vistorias anuais e a instalação de desfibriladores em estádios. A legislação também determina a presença de ambulâncias em eventos com grande público. Contudo, Ramos ressalta que apenas ter regras não é suficiente; é necessário garantir que os equipamentos estejam em funcionamento.
O Brasil é o país com a maior incidência de raios, com uma média de 78 milhões de descargas elétricas por ano. Isso representa uma a cada 50 mortes por raio no mundo. Ramos destaca a importância de protocolos de segurança, afirmando que “uma vida perdida é uma tragédia”. Ele aplica esses cuidados no centro de treinamento do São Paulo, onde utiliza sirenes para alertar sobre tempestades e garantir a segurança dos jovens atletas.
Entre na conversa da comunidade