- Tim Howard, ex-goleiro da seleção dos Estados Unidos, criticou a FIFA por não exibir mensagens contra o racismo durante a Copa do Mundo de Clubes nos Estados Unidos.
- A ausência de campanhas de conscientização gerou descontentamento entre ativistas e jogadores.
- Howard afirmou que o racismo continua sendo um problema significativo no futebol e na sociedade americana.
- A FIFA utilizou o slogan “O futebol une o mundo”, mas não se manifestou sobre a influência do clima político nos Estados Unidos em sua decisão.
- O ex-goleiro ressaltou que os jogadores devem continuar a lutar contra o racismo, independentemente das ações da FIFA.
Tim Howard, ex-goleiro da seleção dos EUA, criticou a FIFA por não exibir mensagens contra o racismo durante a Copa do Mundo de Clubes realizada nos Estados Unidos. A decisão da entidade, que contrasta com campanhas anteriores em torneios como a Copa do Mundo de 2022 no Catar, gerou descontentamento entre ativistas e jogadores.
Howard destacou que a ausência de vídeos e sinalizações promovendo a campanha “não ao racismo” é preocupante. Em entrevista, ele afirmou que o racismo ainda é um problema significativo no futebol e na sociedade americana. “Se você tem uma campanha que é importante, ela deve ser relevante em todos os lugares e sempre,” disse.
A FIFA, que optou por utilizar o slogan “O futebol une o mundo” durante o torneio, enfrentou críticas de grupos de direitos humanos. A organização, que afirma ter uma posição de zero tolerância em relação ao racismo, não se manifestou sobre se o clima político nos EUA influenciou sua decisão.
“Os jogadores têm a responsabilidade de levar essa mensagem adiante, independentemente das ações da FIFA,” enfatizou Howard. Ele acredita que, mesmo sem campanhas oficiais, sempre há oportunidades para os atletas se posicionarem contra o racismo.
Além disso, a FIFA está investigando um incidente de racismo envolvendo o jogador Gustavo Cabral, do CF Pachuca, que teria ofendido o defensor Antonio Rudiger, do Real Madrid, durante uma partida do torneio. Howard reforçou que a luta contra o racismo deve ser contínua e que a próxima Copa do Mundo, que ocorrerá nos EUA, Canadá e México, é uma nova oportunidade para fortalecer essa mensagem.
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