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Torcedores brasileiros adotam estratégias para se manter nos EUA durante crise

Torcedores enfrentam dificuldades financeiras e profissionais para apoiar Fluminense e Palmeiras na Copa do Mundo de Clubes nos EUA.

Allan Lucas foi sozinho ver o Palmeiras e trabalhou de pedreiro nos EUA; a mulher, Karina Silva, foi depois (Foto: Arquivo Pessoal)
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  • Fluminense e Palmeiras avançaram para as quartas de final da Copa do Mundo de Clubes, realizada nos Estados Unidos.
  • Torcedores, como Allan Lucas e Luma Queiroz, estenderam suas viagens para apoiar os times, enfrentando dificuldades financeiras.
  • Allan Lucas, palmeirense, trabalhou como servente de pedreiro para custear sua estadia e conseguiu US$ 400 em três dias.
  • Luma Queiroz, tricolor, optou por alimentação rápida e hospedagem econômica, financiadas por um empréstimo familiar, e corre o risco de perder o emprego.
  • A expectativa é alta para os jogos em Orlando e Filadélfia, onde torcedores compartilham histórias de superação e paixão pelo futebol.

Torcedores fazem sacrifícios para acompanhar Fluminense e Palmeiras na Copa do Mundo de Clubes

Fluminense e Palmeiras avançaram para as quartas de final da Copa do Mundo de Clubes, que ocorre nos Estados Unidos. Torcedores, como Allan Lucas e Luma Queiroz, estenderam suas viagens para acompanhar os times, enfrentando desafios financeiros e profissionais.

Allan Lucas, palmeirense de 35 anos, morou temporariamente em várias casas e trabalhou como servente de pedreiro para financiar sua estadia. “Meu orçamento estourou há tempos. Isso me salvou,” afirma. Ele conseguiu US$ 400 (cerca de R$ 2.200) em três dias de trabalho, aliviando suas despesas. Sua esposa, Karina Silva, de 31 anos, também se juntou a ele após ver o primeiro jogo. “Nossa prioridade sempre foi o Palmeiras,” diz.

Luma Queiroz, tricolor de 34 anos, embarcou para Nova York com o sonho de ver o Fluminense campeão. Para estender a viagem, ela optou por alimentação rápida e hospedagem econômica, financiadas por um empréstimo familiar. “Corro o risco de perder o emprego,” revela, referindo-se ao seu trabalho em uma agência de marketing digital.

Sacrifícios e Emoções

Laís Ferolla, empresária de 33 anos, também decidiu ficar nos EUA após se contagiar com a atmosfera da torcida. “Abro mão de muitas coisas para viver esse momento,” comenta sobre os altos custos da viagem. Carlos Eduardo Silva, advogado de 42 anos, voltou ao Brasil, mas não resistiu e retornou aos EUA apenas com passagem de ida para acompanhar os jogos do Fluminense.

Essas histórias refletem a paixão dos torcedores, que não medem esforços para apoiar seus times em um dos maiores palcos do futebol mundial. A expectativa é alta para os jogos que ocorrerão em Orlando e Filadélfia, onde as arquibancadas estarão repletas de emoções e histórias de superação.

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