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Cientistas alertam que Copa do Mundo de 2026 será a mais poluente da história

Copa do Mundo de 2026 enfrenta críticas por emissões de nove milhões de toneladas de CO2e e preocupações com segurança nos estádios.

Foto: Reprodução/The Athletic UK
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  • A Copa do Mundo de 2026 será a mais poluente da história, com emissões estimadas em nove milhões de toneladas de CO2e.
  • O evento ocorrerá nos Estados Unidos, México e Canadá, com 48 seleções e um total de 104 partidas.
  • Um relatório científico de Dr. Stuart Parkinson e Andrew Simms aponta que a edição de 2026 representa um retrocesso em sustentabilidade, comparando com a Copa de 2022 no Catar, que teve uma pegada de até 5,25 milhões de toneladas de CO2e.
  • Oito dos dezesseis estádios propostos precisam de intervenções ambientais para garantir a segurança de jogadores e torcedores.
  • A influência do patrocínio da Aramco pode adicionar 30 milhões de toneladas de CO2e, aumentando as preocupações sobre a responsabilidade ambiental da FIFA.

A Copa do Mundo de 2026 está prevista para ser a mais poluente da história, com emissões estimadas em nove milhões de toneladas de CO2e, quase o dobro da média das últimas edições. O evento, que ocorrerá nos Estados Unidos, México e Canadá, contará com 48 seleções, aumentando a quantidade de jogos e, consequentemente, o impacto ambiental.

Um relatório científico elaborado por Dr. Stuart Parkinson e Andrew Simms destaca que a edição de 2026 representa um “passo dramático na direção errada” em termos de sustentabilidade. Comparando com a Copa de 2022 no Catar, que teve uma pegada de até 5,25 milhões de toneladas de CO2e, a próxima edição acende alarmes sobre a responsabilidade ambiental da FIFA.

Preocupações com Segurança e Sustentabilidade

Além das emissões, o relatório aponta preocupações sobre a segurança em estádios. Oito dos dezesseis estádios propostos necessitam de intervenções ambientais imediatas para garantir a segurança de jogadores e torcedores. A influência do patrocínio da Aramco, empresa estatal da Arábia Saudita, também é um ponto crítico, podendo adicionar 30 milhões de toneladas de CO2e devido ao aumento nas vendas e visibilidade da companhia.

Simms, coautor do estudo, expressou preocupação com a falta de ação da FIFA em relação às questões climáticas. Ele afirmou que a organização parece ter um “ponto cego climático”, enfatizando a necessidade de que o futebol atue em conjunto com outros setores para mitigar os riscos ambientais.

Propostas para Mitigação

Para reduzir o impacto ambiental, os autores sugerem a reversão da expansão do torneio e a implementação de padrões ambientais vinculativos, em vez de depender de compromissos voluntários. A Copa do Mundo de 2030 já é prevista para gerar mais de seis milhões de toneladas de CO2e, o que reforça a urgência de ações efetivas.

A Copa do Mundo de 2026 está marcada para começar em 11 de junho de 2026 e contará com um total de 104 partidas. As preocupações sobre o impacto ambiental e a segurança dos estádios permanecem em destaque, à medida que o evento se aproxima.

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