- O futebol brasileiro enfrenta um desafio financeiro em 2025, com altos níveis de endividamento entre clubes que adotaram o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
- Quatro dos cinco clubes com maior dívida líquida são SAFs: Corinthians, Atlético-MG, Cruzeiro e Botafogo.
- O Corinthians tem a maior dívida, totalizando R$ 1,902 bilhões, enquanto o Atlético-MG deve R$ 1,369 bilhão, apesar de uma redução de 19% em relação a 2023.
- O Cruzeiro apresenta uma dívida de R$ 981 milhões, com um aumento de 66% em relação ao ano anterior, e o Botafogo encerrou o ano com R$ 884 milhões, um crescimento alarmante de 291%.
- O Botafogo, apesar de ter registrado uma receita recorde de R$ 720 milhões em 2024, teve um déficit operacional de cerca de R$ 300 milhões, agravado por disputas judiciais internas.
O futebol brasileiro enfrenta um desafio financeiro significativo em 2025, com altos níveis de endividamento entre os clubes que adotaram o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Um estudo da Sportsvalue revela que quatro dos cinco clubes com maior dívida líquida são SAFs, destacando a complexidade da gestão financeira nesse novo formato.
O Corinthians lidera a lista com uma dívida líquida de R$ 1,902 bilhões. Embora não seja uma SAF, o clube enfrenta dificuldades financeiras devido a uma estrutura complexa e grandes investimentos. O Atlético-MG, por sua vez, apresenta uma dívida de R$ 1,369 bilhão, mesmo após uma redução de 19% em relação a 2023, evidenciando os desafios persistentes.
O Cruzeiro também se destaca, com uma dívida líquida de R$ 981 milhões, um aumento de 66% em comparação ao ano anterior. Esse crescimento é atribuído aos investimentos feitos para reestruturar o clube após o rebaixamento. O Vasco da Gama apresenta uma dívida de R$ 928,5 milhões, refletindo um aumento de 24% em relação a 2023, enquanto o Botafogo encerrou o ano com uma dívida de R$ 884 milhões, um aumento alarmante de 291%.
Desafios e Oportunidades
Apesar de registrar uma receita recorde de R$ 720 milhões em 2024, o Botafogo teve um déficit operacional de cerca de R$ 300 milhões. A situação é agravada por uma disputa judicial entre os controladores da SAF, que complica ainda mais a gestão financeira. Outros clubes, como Bahia (R$ 821 milhões), São Paulo (R$ 852 milhões) e Internacional (R$ 834 milhões), também enfrentam dívidas consideráveis.
O modelo SAF, que deveria trazer modernização e profissionalização, apresenta vantagens e desvantagens. Enquanto proporciona um aporte financeiro significativo, também impõe riscos, como o alto endividamento. A capacidade de gerenciar finanças de forma sustentável será crucial para o futuro dos clubes, que buscam equilibrar receitas, dívidas e investimentos em um cenário cada vez mais desafiador.
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