- O Centro Sportivo Alagoano (CSA) recebeu R$ 1 milhão em emenda parlamentar do senador Renan Calheiros (MDB-AL) em 2024.
- A presidente do clube, Mirian Monte, afirmou que o recurso foi essencial para manter as categorias de base e a equipe principal.
- O ex-presidente Rafael Tenório renunciou ao cargo em março de 2024, após uma campanha insatisfatória no Campeonato Alagoano.
- Parte dos recursos, R$ 652 mil, foi destinada à folha de pagamento, incluindo profissionais como fisioterapeuta e preparadores físicos.
- O Ministério dos Esportes alertou que o CSA deve comprovar o uso dos recursos para evitar a devolução do montante.
O Centro Sportivo Alagoano (CSA) recebeu R$ 1 milhão em emenda parlamentar do senador Renan Calheiros (MDB-AL) em 2024, segundo a presidente do clube, Mirian Monte. O recurso foi crucial para a manutenção das categorias de base e da equipe principal, em um ano desafiador para o clube.
A emenda, articulada pelo ex-presidente Rafael Tenório, renunciou ao cargo em março de 2024, após uma campanha insatisfatória no Campeonato Alagoano. Tenório, que ocupou a presidência desde 2015, afirmou que sua renúncia foi um “presente de aniversário” ao completar 70 anos. A dívida do CSA, em outubro do ano anterior, era de R$ 20 milhões.
Mirian Monte destacou que R$ 652 mil da emenda foram utilizados para a folha de pagamento, incluindo fisioterapeuta, roupeiro e preparadores físicos. Outros R$ 224,5 mil foram destinados ao chefe do departamento médico. O senador Renan Calheiros defendeu a investigação sobre o uso dos recursos, afirmando que a emenda deveria ser aplicada na formação de jogadores.
O Ministério dos Esportes alertou que, se o uso dos recursos não for comprovado para os fins da emenda, o CSA terá que devolvê-los. O clube já teve vínculos com políticos, incluindo o ex-presidente Fernando Collor de Mello, que foi presidente do CSA antes de iniciar sua carreira política. Desde 2024, o repasse de emendas para clubes de futebol aumentou, totalizando R$ 10,5 milhões para 31 equipes, em um contexto de maior rigor do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre emendas destinadas a ONGs e prefeituras.
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