- Dudu, jogador do Atlético-MG, e Leila Pereira, presidente do Palmeiras, estão em uma disputa judicial por danos morais.
- Leila pede R$ 500 mil por ofensas feitas por Dudu, que contesta a legitimidade da União Brasileira de Mulheres (UBM) como amicus curiae no caso.
- A UBM, com 37 anos de atuação na defesa dos direitos das mulheres, argumenta que sua participação é importante para discutir questões de misoginia.
- A defesa de Dudu alega que a UBM tem interesses econômicos no processo e não se manifestou em outros casos de machismo envolvendo o Palmeiras.
- O caso está na 11ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, sob o juiz Sérgio Serrano Nunes Filho, e a decisão sobre a UBM ainda está pendente.
Em um desdobramento da disputa judicial entre o atacante Dudu, do Atlético-MG, e a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, a UBM (União Brasileira de Mulheres) foi solicitada a atuar como amicus curiae no processo de danos morais. Leila busca R$ 500 mil em indenização por ofensas proferidas por Dudu, que, por sua vez, questiona a legitimidade da UBM, alegando que a entidade tem interesses econômicos no caso.
A UBM, que se apresenta como uma entidade com 37 anos de experiência na defesa dos direitos das mulheres, argumenta que sua participação é essencial para abordar questões de misoginia. Leila destacou que a UBM foi responsável pela representação que levou à punição de Dudu com seis jogos de suspensão por atitudes consideradas misóginas. Os advogados de Leila afirmam que as ofensas de Dudu refletem um desprezo pela autora, evidenciado durante o julgamento no STJD, onde ele não a mencionou em sua defesa.
Controvérsias sobre a UBM
Os advogados de Dudu contestaram a UBM, alegando que a entidade atua como um “braço” de Leila e que seu interesse na causa é direto, já que a indenização seria destinada a uma associação de mulheres. Eles afirmam que a UBM não se manifestou em outros episódios de machismo envolvendo o Palmeiras, sugerindo uma seletividade em sua atuação.
Além disso, a defesa de Dudu menciona que a UBM não é isenta, pois já havia denunciado o atleta ao STJD. A entidade, por sua vez, defende que qualquer quantia recebida será destinada a políticas públicas para mulheres, negando qualquer interesse econômico.
O andamento do processo
O caso segue na 11ª Vara Cível do TJ-SP, sob a responsabilidade do juiz Sérgio Serrano Nunes Filho. A disputa não apenas reflete tensões sobre gênero e poder no esporte, mas também levanta questões sobre a legitimidade de entidades que atuam em casos de violência de gênero. A decisão sobre a inclusão da UBM como amicus curiae ainda está pendente, enquanto as partes se preparam para os próximos passos judiciais.
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