- O número de jogadores brasileiros nas principais ligas da Europa caiu para 76 na temporada 2025/26, o menor índice em 25 anos.
- Em Portugal, a presença de brasileiros diminuiu de 173 na temporada 2018/19 para 98 atualmente.
- O total de brasileiros nas 12 ligas europeias mais relevantes é de 278, o menor desde 2000/01.
- A Major League Soccer (MLS) nos Estados Unidos conta com 33 brasileiros, enquanto ligas periféricas também atraem atletas com salários competitivos.
- O mercado brasileiro se valorizou, tornando a ida para a Europa menos atrativa devido ao aumento nos salários.
Portugal, tradicional destino para jogadores brasileiros, enfrenta queda significativa na presença de atletas do país. Na temporada 2025/26, o número de brasileiros nas principais ligas da Europa caiu para 76, o menor índice em 25 anos. Em 2018/19, Portugal chegou a ter 173 jogadores brasileiros, mas atualmente esse número é de apenas 98.
Esse fenômeno não é exclusivo de Portugal. Um levantamento do GLOBO revela que, nas 12 ligas europeias que mais recebem brasileiros, o total de atletas caiu para 278, o menor desde 2000/01. A redução é notável nas cinco principais ligas, com a Alemanha tendo apenas nove brasileiros, enquanto França e Espanha têm dez cada. A Itália, que já teve 50 atletas em 2013/14, agora conta com 15.
Apesar da diminuição na presença, o Brasil continua sendo o maior exportador de jogadores do mundo. Em 2024, foram registradas 1.113 transferências internacionais. O mercado brasileiro se valorizou, com clubes como Cruzeiro e Flamengo atraindo jogadores de ligas europeias. O agente Fifa Roberto Dantas destaca que a alta nos salários no Brasil torna a ida para a Europa menos atrativa.
Novos destinos estão se tornando populares entre os jogadores brasileiros. A MLS, nos EUA, abriga atualmente 33 brasileiros, enquanto ligas periféricas, como as da Indonésia e Coreia do Sul, também atraem atletas. Essas ligas oferecem salários competitivos, muitas vezes superiores aos de clubes menores em Portugal.
A mudança no cenário é influenciada pela crescente concorrência de jogadores de outras nacionalidades e pela transformação do mercado global de futebol. Thiago Freitas, da Roc Nation Sports Brasil, observa que a formação de atletas se expandiu para diversos países, tornando a competição mais acirrada.
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