- O Bahia vendeu o atacante Lucho Rodríguez para o Neom, na Arábia Saudita, por 22 milhões de euros.
- Este valor é um recorde para o futebol nordestino, equivalente a R$ 139,3 milhões.
- O Neom, que estreou na Liga Saudita, faz parte de um projeto futurista focado em sustentabilidade e tecnologia.
- O clube, anteriormente conhecido como Al-Suqoor, passou por reestruturação e é financiado pelo Fundo de Investimento Público.
- O projeto Neom inclui a construção de cinco cidades, destacando-se “The Line”, uma cidade linear de 170 quilômetros com energia renovável.
O Bahia anunciou a venda do atacante Lucho Rodríguez para o Neom, na Arábia Saudita, por 22 milhões de euros, um valor recorde para o futebol nordestino. A transação, equivalente a R$ 139,3 milhões, marca um novo patamar financeiro para a região.
O Neom, que recentemente estreou na Liga Saudita, faz parte de um projeto ambicioso que visa criar uma região futurística, focada em sustentabilidade e tecnologia. O clube, anteriormente conhecido como Al-Suqoor, passou por uma reestruturação e agora integra um conglomerado que busca revolucionar o esporte na Arábia Saudita. O projeto é financiado pelo Fundo de Investimento Público e liderado pelo príncipe Mohammed bin Salman.
Projeto Futurista
O projeto Neom, que pode custar até R$ 5 trilhões, inclui a construção de cinco cidades com características únicas. Entre elas, destaca-se The Line, uma cidade linear de 170 km que funcionará com 100% de energia renovável e promete abrigar até nove milhões de pessoas. A proposta inclui ainda um estádio suspenso, que será o primeiro do mundo, com capacidade para 46 mil espectadores.
Além do futebol, o Neom investe em diversas modalidades esportivas, incluindo automobilismo sustentável, em parceria com a McLaren. O projeto também visa desenvolver talentos locais através do programa Shuhub, em colaboração com a Confederação Asiática de Futebol.
Críticas e Desafios
Apesar das promessas, o Neom enfrenta críticas relacionadas a questões de direitos humanos e impactos ambientais. Relatos de remoção forçada de comunidades locais e preocupações sobre a sustentabilidade do projeto geraram controvérsias. Organizações como a ONU e o grupo ativista ALQST levantaram questões sobre a integridade do projeto e sua verdadeira intenção de promover um futuro sustentável.
Com a venda de Lucho Rodríguez, o Bahia não apenas marca um novo capítulo em sua história, mas também se torna parte de um cenário esportivo global em transformação, onde o Neom busca se firmar como um polo de inovação e desenvolvimento.
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