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MP investiga ligação entre Corinthians e PCC em caso de cartões corporativos

Ministério Público investiga gastos da presidência do Corinthians e possíveis ligações com o PCC após depoimentos de jogadores sobre imóvel de membro da facção

Foto: Reprodução
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  • O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ampliou a investigação sobre o Corinthians, buscando possíveis ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
  • A apuração foi motivada por depoimentos que indicam que jogadores, como Fausto Vera, Rodrigo Garro e Talles Magno, podem ter utilizado um imóvel de um suposto membro da facção.
  • Os atletas não estão sendo investigados, mas foram convocados como testemunhas para esclarecer a locação do imóvel.
  • A investigação começou com a análise de despesas com cartões de crédito corporativos nas gestões de Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves.
  • O MP já solicitou à Justiça o afastamento dos três últimos presidentes do clube e a quebra de sigilo dos cartões, aguardando decisão.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ampliou a investigação sobre o Corinthians, focando em possíveis conexões do clube com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A apuração foi desencadeada por depoimentos que indicam que jogadores, como Fausto Vera, Rodrigo Garro e Talles Magno, podem ter utilizado um imóvel de José Carlos Gonçalves, conhecido como “Alemão”, suposto membro da facção. Os atletas não são investigados, mas foram convocados como testemunhas para esclarecer a locação do imóvel.

A investigação sobre os gastos do clube começou após a análise de despesas com cartões de crédito corporativos nas gestões de Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves. O promotor Cássio Roberto Conserino, responsável pelo caso, destacou que Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo, relatou ter sofrido ameaças por denunciar a infiltração do crime organizado no Corinthians.

Histórico de Suspeitas

Não é a primeira vez que o Corinthians enfrenta investigações relacionadas ao PCC. Em 2024, o ex-diretor de futebol Rubens Gomes, conhecido como Rubão, denunciou ligações suspeitas, e um inquérito anterior revelou a atuação de Rafael Maeda Pires, o Japa do PCC, em negociações envolvendo jogadores. A Polícia Civil já havia identificado repasses de contratos de patrocínio com a ex-parceira VaideBet para empresas ligadas ao crime organizado.

O Procedimento Investigatório Criminal (PIC), aberto em julho, inicialmente focava no uso de cartões de crédito, mas se expandiu para incluir as despesas da presidência, após revelações de gastos no atual mandato de Augusto Melo. O MP já solicitou à Justiça o afastamento dos três últimos presidentes do clube e a quebra de sigilo dos cartões, mas ainda aguarda decisão.

Avanços nas Apurações

O Corinthians afirmou ter colaborado com a Justiça, entregando documentos referentes ao período de 2018 a 2025, incluindo faturas de cartões e relatórios de despesas. Recentemente, o depoimento de João Clóvis, dono de um restaurante acusado de emitir notas frias, foi adiado após habeas corpus da defesa. O promotor pretende ouvir o vice-presidente Armando Mendonça na próxima segunda-feira, enquanto a apuração sobre o aluguel de imóveis pode levar a acusações formais de associação criminosa.

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