- Neymar, apesar de seu talento, enfrentou frustrações no Paris Saint-Germain (PSG), onde buscou se afirmar como o melhor jogador do mundo.
- Ousmane Dembélé, jogador francês, teve uma reviravolta em sua carreira, destacando-se após ser considerado esquecido.
- Dembélé começou sua trajetória profissional no Rennes em 2015, marcando 12 gols em 25 jogos, o que chamou a atenção do Borussia Dortmund.
- Em 2017, foi contratado pelo Barcelona por 105 milhões de euros, mas enfrentou lesões e críticas durante sua passagem, culminando em um desempenho abaixo das expectativas.
- No PSG, sob o comando do técnico Luis Enrique, Dembélé se destacou, marcando 37 gols e distribuindo 14 assistências em sessenta jogos, conquistando a Bola de Ouro e levando o clube ao primeiro título da UEFA Champions League.
Talento, por si só, nem sempre garante conquistas. Neymar não conquistou pouco, muito pelo contrário, mas em Paris acumulou frustrações, desde a ambição de carregar o clube pela primeira vez ao topo da Europa, até o desejo de se afirmar como o melhor jogador do mundo. No fim, quem acabou assumindo esse papel foi alguém inesperado, um francês “esquecido” que protagonizou uma das maiores reviravoltas da história recente do futebol: Massour Ousmane Dembélé.
Tudo começou em 2015, formado nas categorias de base do Rennes, Dembélé estreou no futebol profissional aos 18 anos e, na primeira temporada, marcou 12 gols em 25 jogos, chamando a atenção do caça-talentos europeu, Borussia Dortmund.
O estilo de jogo era de um ponta clássico. Veloz, habilidoso e bom finalizador, mas com um diferencial: era ambidestro, sabia usar as duas pernas. A passagem pela Alemanha despertou o interesse de um dos maiores clubes da história. Em 28 de agosto de 2017, o Barcelona anunciou a badalada e milionária contratação do francês.
Cobranças e decadência
Tudo que é bom custa caro. E se é caro, tem que funcionar. Quando não funciona, vem a cobrança. Na época, Dembélé custou ao Barcelona 105 milhões de euros, até então, a segunda contratação mais cara da história, perdendo apenas para a de Neymar, que havia acabado de deixar o próprio Barça, para ser a estrela do PSG. Isso gerou na torcida uma justa expectativa de que o atacante pudesse suprir a ausência do brasileiro.
O início até foi animador, a parceria com Messi e Suárez parecia dar certo, não à toa, foi convocado para defender a França na Copa do Mundo e adicionou o troféu mais desejado de todos à sua galeria. Mas o pós-Copa foi como descer ladeira abaixo. O jogador passou a conviver com diversas lesões, pouco jogava e a torcida, a cada dia, perdia mais a paciência. O Barça até renovou seu contrato em 2022, mas foram seis anos de muito mais baixos do que altos, atos de indisciplina, números insuficientes e a certeza da torcida de que o investimento não valeu cada centavo.
Volta por cima e o contraste com Neymar
Se Neymar chegou ao PSG em seu auge, em uma das transferências mais impressionantes da história do futebol, Dembelé desembarcou quase esquecido e cercado de dúvidas. Por que o clube parisiense contrataria um jogador que há anos não convence? E como ele acaba herdando a camisa 10 do brasileiro? Até Neymar entrou na brincadeira, ironizando a situação ao comentar em um post de fã-clube que comparava os feitos dos dois atacantes na temporada.
Naquele momento, Dembélé, em sua primeira temporada no PSG, havia marcado apenas um gol, enquanto Neymar, que já havia deixado o clube meses antes, acumulava dois. Essa ironia impactou o destino. E a chegada do técnico Luis Enrique mudou tudo. A estrela do outro francês, Kyllian Mbappé, não importava ao treinador, e a saída do astro para o Real Madrid girou os holofotes em Paris.
O comandante espanhol decidiu usar de vez Dembélé como um atacante de referência, posicionando-o mais centralizado e aproveitando a sua velocidade para sufocar o adversário. Ele correspondeu. Craques vieram e se foram: Ibrahimović, Cavani, Neymar, Messi, Mbappé. Mas quem levou o clube ao primeiro título da UEFA Champions League foi ele, Ousmane Dembelé. Em 60 jogos, marcou 37 gols e distribuiu 14 assistências, os melhores números de sua carreira, sendo coroado com a Bola de Ouro, um feito que Neymar — por mais talento que tenha — jamais alcançou.
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