- Nesta semana, o jogador Terry Rozier, do Miami Heat, e treinadores da NBA, incluindo Chauncey Billups, foram presos pelo FBI em uma investigação sobre apostas e manipulação de jogos de pôquer.
- Billups, ex-treinador do Portland Trail Blazers, está entre 31 acusados de fraude em jogos ilegais, envolvendo a máfia ítalo-americana, Cosa Nostra.
- A investigação revelou o uso de tecnologias como lentes de contato que liam cartas e métodos de comunicação secreta entre os jogadores.
- Rozier faz parte de um grupo de seis pessoas presas por irregularidades em apostas, incluindo jogadores que teriam simulado lesões para influenciar mercados de apostas.
- No Brasil, até o momento, não houve prisões, mas Bruno Henrique, do Flamengo, foi indiciado pela Polícia Federal por manipulação de apostas, enquanto Lucas Paquetá foi absolvido de acusações na Inglaterra.
Nesta semana, repercutiram em toda a imprensa esportiva mundial as prisões do jogador Terry Rozier, do Miami Heat, e de treinadores da NBA – entre eles, o Chauncey Billups, uma lenda da liga – pelo FBI, em uma investigação de esquema de apostas e manipulação de jogos de pôquer.
Casos de escândalos em apostas esportivas vêm pipocando em todo o mundo ultimamente. Com os brasileiros, não é diferente. Nos últimos anos, jogadores de clubes pequenos e também famosos como Bruno Henrique, do Flamengo, Luiz Henrique, do Zenit, e Paquetá, do West Ham, tiveram os nomes envolvidos em supostos esquemas.
O QUE SE SABE SOBRE O CASO DOS EUA?
No caso de Billups, que treinava o Portland Trail Blazers, ele está na lista de 31 pessoas acusadas em um caso de fraude em jogos ilegais de pôquer, que envolve jogadores aposentados e a máfia ítalo-americana, Cosa Nostra.
Segundo a investigação, os envolvidos usavam tecnologias como lentes de contato que liam as cartas, máquinas de embaralhar adulteradas e alguns métodos de comunicação secreta entre os jogadores. Ou seja, o crime era praticado fora do âmbito da liga de basquete.
Já Rozier está no grupo de seis pessoas presas por supostas irregularidades em apostas. O grupo inclui mais jogadores da NBA que teriam fingido lesões para influenciar os mercados de apostas e usado informações confidenciais de jogadores para lucrar.
A investigação de Rozier, especificamente, começou ainda em 2023, quando ele jogava pelos Hornets. As casas de aposta de vários estados americanos identificaram uma movimentação suspeita em uma partida contra os Pelicans.
No jogo em questão, Rozier jogou apenas dez minutos e saiu alegando um problema no pé. Isso fez com que as estatísticas dele fossem mais baixas do que a média. Além disso, ele não voltou a jogar mais na temporada, algo incomum para os especialistas.
E OS ATLETAS BRASILEIROS?
No caso dos atletas de destaque no Brasil, ninguém foi preso até agora – diferentemente dos Estados Unidos.
A situação de Bruno Henrique é a que mais repercutiu nas últimas semanas. Em abril, a Polícia Federal indiciou o jogador e outras nove pessoas por envolvimento em um esquema para manipular apostas. Segundo a PF, o atleta forçou um cartão amarelo em um jogo contra o Santos, no Brasileirão de 2023, para favorecer a aposta de parentes.
O indiciamento significa que a PF encontrou elementos para considerar que eles cometeram crimes. E, agora, o caso passa para a análise do Ministério Público – que, se concordar com essa avaliação, pode denunciar os investigados à Justiça.
No mês passado, o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) puniu – na esfera desportiva – o atacante com 12 jogos de suspensão e uma multa de R$ 60 mil por participação em um esquema de manipulação de apostas na internet. Porém, BH conseguiu um efeito suspensivo e continua atuando normalmente.
Já Lucas Paquetá, que havia sido denunciado por má conduta em relação a apostas, foi absolvido pela Justiça Inglesa. A Comissão Reguladora considerou que as acusações feitas pela Associação de Futebol da Inglaterra (FA) não foram comprovadas na Justiça.
Durante o processo, a FA também acusou Paquetá de não cumprir “suas obrigações de responder perguntas e fornecer informações à investigação”. Neste caso, a Comissão Reguladora considerou que as acusações foram comprovadas e o meia deve pagar uma multa.
Por fim, o caso de Luiz Henrique não tem muitas novidades. Em 2023, quando ele defendia o Real Betis, da Espanha, recebeu cartões amarelos em jogos do campeonato espanhol, que levantaram suspeita de beneficiar apostadores. As investigações ainda estão em andamento.
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