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Técnicos estrangeiros moldam o futebol brasileiro desde o início do século xx

Leão e Oswaldo de Oliveira criticam técnicos estrangeiros no Brasil no 2º FBTF; organização emite repúdio e o debate se acirra

O italiano Carlo Ancelotti é um dos técnicos mais vitoriosos do planeta (Foto: Jô Marconne/CBF)
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  • No 2º Fórum Brasileiro de Treinadores de Futebol, Emerson Leão e Oswaldo de Oliveira criticaram a presença de treinadores estrangeiros no Brasil, com nota de repúdio da organização.
  • Leão afirmou que não suporta a ideia de treinadores de fora atuarem no Brasil, usando o termo “invasão”.
  • Oswaldo de Oliveira pediu que, após a saída do técnico Carlo Ancelotti, a Seleção Brasileira retorne a um treinador nacional.
  • A crítica ao tema é vista como xenofóbica por quem aponta a história do futebol brasileiro, que teve contribuição de técnicos estrangeiros desde o início do século XX, incluindo o Fluminense com técnicos de Inglaterra, Uruguai e Hungria; entre 1930 e 1950, o clube teve mais técnicos uruguaios que brasileiros.
  • A influência externa também marcou a formação de nomes brasileiros, como Fleitas Solich, que influenciou Zagallo, e Izidor Kürschner, que montou times vitoriosos e assessorou a Seleção na Copa do Mundo de 1938; recentemente, conquistas de Jorge Jesus e Abel Ferreira reacenderam o debate sobre identidade no futebol nacional.

A presença de técnicos estrangeiros no futebol brasileiro é um tema que gera controvérsia. Durante o 2º Fórum Brasileiro de Treinadores de Futebol (FBTF), os ex-treinadores Emerson Leão e Oswaldo de Oliveira criticaram essa influência, gerando uma nota de repúdio da organização. Leão afirmou que “não suporta” a ideia de treinadores de fora atuarem no Brasil, usando o termo “invasão”. Oswaldo, por sua vez, pediu que, após a saída do técnico italiano Carlo Ancelotti, a Seleção Brasileira retorne a um treinador nacional.

Essas declarações foram vistas como xenofóbicas e desprovidas de respaldo histórico. A história do futebol no Brasil é marcada pela contribuição significativa de técnicos estrangeiros. Desde o início do século XX, clubes como o Fluminense contaram com a liderança de treinadores de diversos países, incluindo Inglaterra, Uruguai e Hungria. Entre 1930 e 1950, o Fluminense teve mais técnicos uruguaios do que brasileiros.

Influência Estrangeira na Formação de Técnicos

A influência de treinadores estrangeiros também moldou a carreira de grandes nomes do futebol brasileiro. O paraguaio Fleitas Solich, por exemplo, foi fundamental na formação de Zagallo, um dos maiores técnicos do Brasil. Solich introduziu conceitos de marcação que revolucionaram a abordagem de Zagallo, impactando seu estilo de jogo tanto como jogador quanto como treinador.

Além disso, a presença de técnicos como o húngaro Izidor Kürschner, que chegou ao Brasil fugindo da perseguição nazista, demonstra a rica história de intercâmbio cultural no esporte. Kürschner foi responsável por montar times vitoriosos e até assessorou a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1938.

O Debate Atual

Recentemente, a presença de técnicos estrangeiros ganhou destaque novamente, especialmente após as conquistas de Jorge Jesus e Abel Ferreira em clubes brasileiros. Contudo, a crítica de Leão e Oswaldo reflete uma resistência que ainda persiste em alguns setores. A discussão sobre a identidade do futebol brasileiro e o papel dos treinadores locais versus estrangeiros continua a ser um tema relevante no cenário esportivo nacional.

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