- Árbitros das competições profissionais de futebol em Portugal iniciaram hoje um protesto contra o clima de contestações, exigindo agravamento das sanções disciplinares; o ato começou com Bruno Vieira, da associação de Beja, entrando em campo sozinho antes do jogo Feirense x Farense, seguido por Cláudio Pereira no confronto Estoril Praia x Arouca.
- Os árbitros entraram em campo sem a bola, gesto simbólico de insatisfação com a situação atual.
- O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, reuniu-se com o líder da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), José Borges, que informou a intenção de apresentar medidas para o Regulamento Disciplinar.
- A FPF confirmou que as alterações propostas só poderão ser implementadas na próxima temporada, a não ser que haja unanimidade para entrada em vigor imediata.
- Proença destacou a necessidade de reduzir a instabilidade no futebol profissional, enfatizando temas estruturantes como centralização dos direitos audiovisuais e redução de custos; a APAF defende punições mais severas a ataques a árbitros para pôr fim à sensação de impunidade, ressaltando a importância de diálogo entre as partes.
Os árbitros das competições profissionais de futebol em Portugal iniciaram hoje um protesto contra o clima de contestações, exigindo um agravamento das sanções disciplinares. A manifestação começou com Bruno Vieira, da associação de Beja, que entrou em campo sozinho antes do jogo entre Feirense e Farense, seguido por Cláudio Pereira no embate entre Estoril Praia e Arouca. Os árbitros se apresentaram sem a bola, um ato que simboliza a insatisfação com a situação atual.
Durante o dia, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, se reuniu com o líder da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), José Borges. No encontro, Borges expressou a intenção de apresentar um conjunto de medidas para o Regulamento Disciplinar. A FPF confirmou que as alterações propostas só poderão ser implementadas na próxima temporada, a menos que haja unanimidade para uma entrada em vigor imediata.
Proença também destacou a necessidade de ações para reduzir a instabilidade no futebol profissional. Ele mencionou a importância de um ambiente tranquilo, especialmente em um momento em que se discutem questões estruturantes, como a centralização dos direitos audiovisuais e a redução de custos. A preocupação com o clima de tensão foi um ponto central da conversa, refletindo a apreensão dos árbitros sobre a segurança e a integridade das competições.
A APAF reafirmou a necessidade de punições mais severas para aqueles que atacam os árbitros, buscando um fim para o sentimento de impunidade que permeia as competições. A situação atual evidencia a urgência de um diálogo eficaz entre as partes envolvidas para garantir a integridade do futebol em Portugal.
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