- 41 conselheiros do Conselho Deliberativo do São Paulo assinaram documento pedindo a renúncia do presidente Julio Casares.
- Três integrantes anunciaram saída: Carlos Belmonte, Nelson Marques Ferreira e Fernando Bracalle Ambrogi.
- O texto aponta crise institucional, financeira e esportiva, endividamento elevado e ausência de troféus como base para o pedido.
- A oposição cita tentativas de mudanças estatutárias para centralizar poder e ações contra dissidências como motivos adicionais.
- O clube sofreu goleada por 6 a 0 para o Fluminense, e Casares convocou coletiva para discutir o momento, com perspectiva de iniciar processo de reconstrução em 28 de novembro de 2025.
Na tarde de sexta-feira (28), 41 conselheiros do Conselho Deliberativo do São Paulo apresentaram um documento pedindo a renúncia do presidente Julio Casares. A íntegra foi enviada ao veículo que confirmou a lista de signatários.
Três membros anunciaram saída: Carlos Belmonte, Nelson Marques Ferreira e Fernando Bracalle Ambrogi. A decisão ocorre em meio à goleada de 6 a 0 para o Fluminense na última noite e à crescente pressão por mudanças na gestão do clube.
Casares convocou uma coletiva para explicar o momento, marcada para a tarde no Centro de Treinamento do Morumbi. O clube aponta que a crise envolve aspectos institucionais, financeiros e esportivos e que o endividamento aumentou sob a gestão recente.
Segundo o documento, a disputa envolve a condução política da instituição, com tentativas de mudanças estatutárias que centralizam o poder e perseguição a conselheiros que divergem. Também é citado descompasso entre gastos e resultados, além de críticas à venda de atletas de Cotia sem consultação ao Conselho.
A nota evidencia que a diretoria não apresentou projeto coerente, o que, segundo os signatários, compromete a governança e a confiança interna. Também há menção de negociação de Cotia em condições consideradas inadequadas, sem apreciação do órgão deliberativo.
O texto conclui pela necessidade de renúncia imediata para viabilizar um processo de reconstrução do clube, com vistas a recuperar estabilidade institucional e esportiva. O documento é assinado por 41 conselheiros do São Paulo.
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