- Conflito político no Botafogo envolve a SAF de John Textor e a parte associativa Social, que detém 10% da SAF, com ações judiciais na Justiça do Rio de Janeiro.
- Social entrou com agravo pedindo ressarcimento de R$ 155 milhões de dívida da Eagle Football e bloqueio de venda de ativos; decisão foi revertida parcialmente, limitando-se a negociações de ativos.
- Um grupo de 24 conselheiros enviou carta em apoio a Textor, enquanto a ala do Social quer que valores de transferências sejam direcionados diretamente à SAF.
- Textor acionou conselheiros da Eagle MIDCO para tratar as questões entre grupo, SAF e Social; houve críticas a Montenegro e João Paulo, acentuando a ruptura entre as partes.
- O cenário para 2026 é de incerteza, com clima corporativo tenso e possibilidade de mudanças no fluxo de recursos e de manter ou perder destaques do elenco.
O Botafogo vive conflito político entre a SAF de John Textor e a associação Social, que detém 10% da SAF. A disputa envolve gestão, decisões do conselho e ações judiciais relacionadas à Eagle Football, empresa responsável pela maior participação. O embate ganhou contornos práticos com recursos na Justiça e pedidos de ressarcimento.
A tensão começou com divergências sobre o modelo de gestão e se intensificou com reuniões do conselho deliberativo. O Social ingressou com agravo na Justiça do Rio pedindo R$ 155 milhões de dívida da Eagle Football e bloqueio de venda de ativos. A decisão inicial foi revertida, com restrição limitando apenas negociações de ativos. Textor acionou a Eagle MIDCO para buscar uma solução entre as partes.
Na sequência, um grupo de 24 conselheiros apoiou Textor, fortalecendo a posição da SAF diante do Social. O clube Social defende que valores de transferências sejam incorporados diretamente aos cofres da SAF, em oposição ao caixa da Eagle. Montenegro questionou recursos no exterior, enquanto o Botafogo publicou nota defendendo a continuidade da gestão integrada do futebol.
Situação atual
Nesta sexta-feira, 28, a gestão da SAF conseguiu reverter a determinação que impedia negociações de jogadores sem autorização judicial, abrindo espaço para transferências. A decisão parcial reduz incertezas para 2026, quando o clube prevê manter o desempenho esportivo e equilibrar o caixa. Textor sinaliza grandes planos para o próximo ano, enquanto o Social considera o risco de perda de destaques do elenco devido à pressão financeira.
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