- O Vasco da Gama entrou com recuperação judicial devido a cerca de 200 milhões de reais em inadimplências entre 2022 e 2024, com projeções de déficits de caixa que poderiam chegar a 800–900 milhões de reais até 2028–2029, conforme estudo de setembro de 2024.
- A SAF contratou Alvarez & Marsal para mapear a situação financeira e mediou com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) para organizar o passivo e negociar com credores, visando aprovação do plano de recuperação.
- Em outubro, 98% dos credores aprovaram a recuperação judicial; resta a homologação judicial para a execução do plano.
- O orçamento de 2025 previa um aporte de 330 milhões de reais pela 777 Partners em setembro de 2025, mas esse aporte não ocorreu, sinalizando necessidade de reorganização estrutural.
- A recuperação foi apresentada como medida de sobrevivência para evitar insolvência, com alongamento de prazos e preservação de valores para atrair investimentos e recuperar o protagonismo esportivo.
Em meio a uma crise financeira, o Vasco da Gama entrou com recuperação judicial para reorganizar um passivo estimado em cerca de 200 milhões de reais referente a aquisições de atletas, luvas e compromissos com agentes entre 2022 e 2024. A SAF do clube contratou Alvarez & Marsal e mediou com a FGV para mapear dívidas, preparando o caminho para um plano de reestruturação.
Carlos Amodeo, CEO da SAF, explicou que a medida foi necessária para evitar insolvência. Ele informou que o orçamento de 2025 previa um aporte de 330 milhões de reais pela 777 Partners, sem garantia de recebimento, o que agravava o curto prazo. A consultoria apontou déficits crescentes e projeções de caixa muito negativas sem mudanças estruturais.
O processo teve apoio de credores e trabalhadores, com aprovação de 98% em outubro. A homologação judicial ainda está pendente, etapa necessária para a execução do plano. A SAF afirma que a reestruturação preserva valores e alonga prazos, visando atrair investimentos e restabelecer o protagonismo esportivo.
Contexto e próximos passos
A mediação com a FGV buscou organizar o passivo antes da recuperação, facilitando votações entre credores. A expectativa é que, com o plano homologado, o Vasco passe a oferecer maior previsibilidade de pagamento e torne-se mais atrativo a novos investidores. O objetivo é retomar o caminho esportivo do clube nos próximos anos.
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