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Paraná Clube contesta plano de credores em recuperação e descarta falência

Paraná Clube mantém indeferimento do Plano Modificativo da Recuperação Judicial; NextPlay desiste da SAF e leilão segue sem data, com risco de falência em fevereiro de 2026

Torcida do Paraná Clube na Vila Capanema. Foto: Divulgação/Paraná
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  • Paraná Clube entrou, em 28 de novembro de 2025, com pedido de indeferimento do Plano Modificativo da Recuperação Judicial, aprovado em 19 de novembro, com 61,54% dos credores.
  • O pedido permanece e há prazo até fevereiro de 2026 para possível abertura de falência; a NextPlay Capital Ltda deixou a disputa pela SAF.
  • A SAF do clube segue em leilão judicial sem data definida; o comitê da SAF continua atuando para avaliar propostas de investidores.
  • O plano exige ajustes; a juíza responsável deve analisar o documento e determinar novas alterações.
  • A próxima assembleia de credores está prevista para o fim de fevereiro de 2026, mantendo a defesa do clube contra venda hostil e buscando investidores.

O Paraná Clube ingressou na sexta-feira, 28 de novembro de 2025, com pedido de indeferimento do Plano Modificativo da Recuperação Judicial aprovado em 19 de novembro pela Assembleia Geral de Credores. O objetivo é questionar pontos do plano que, segundo o clube, não asseguram a solvência da instituição nem garantem condições estáveis para a continuidade das atividades. A decisão vem após a mudança no acordo de pagamento da RJ e forte resistência dos credores.

A proposta de recuperação envolve a venda da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Paraná, já deliberada para leilão judicial, mas sem data definida. A avaliação inicial indicava 212 milhões de reais por 90% das ações. Em meio a esse cenário, a NextPlay Capital Ltda. desistiu da compra, citando incompatibilidade entre o novo plano e o passivo existente. A desistência ocorreu após ajustes no texto que, segundo o clube, deixariam a dívida sem lastro suficiente para a operação.

Os agentes envolvidos incluem o Paraná Clube, a NextPlay (que se retirou), o comitê da SAF criado em 2024 para captar propostas de investidores, além do administrador judicial Maurício Obladen. A juíza Mariana Gluszcynski Fowler Gusso é responsável por apreciar o pedido de indeferimento e a eventual necessidade de novas alterações no plano. Em caso de não aprovação, o clube pode enfrentar a falência, com possibilidade de nova votação em fevereiro de 2026.

Situação da SAF e prazos

O comitê da SAF continua ativo, buscando propostas de investidores para manter a operação e evitar uma venda hostil sem garantias. O leilão da SAF permanece sem data definida, e o Paraná reforça a necessidade de investimentos para infraestrutura e para o futebol. O clube afirma que não aceitará a venda sem compromissos claros, sob pena de prejudicar a continuidade da equipe e a função social da instituição.

Segundo o Paraná, o plano de recuperação judicial tem de ser corrigido para evitar impactos negativos à operação. A próxima assembleia de credores está prevista para o fim de fevereiro de 2026, prazo que o clube utiliza para buscar um investidor estável e evitar a falência. Enquanto isso, a equipe segue com o calendário do Campeonato Paranaense, começando em abril, como referência de continuidade esportiva.

Em 2024, o Paraná criou o comitê da SAF para avaliar propostas e parametrizar cenários. O grupo não escolhe investidores nem assina contratos, cabendo ao clube, aos credores e à Justiça homologar qualquer acordo dentro da lei. O Paraná Clube reforça que a SAF não significa venda de forma indiscriminada, enfatizando a preservação da história, da torcida e do patrimônio.

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