- Curaçao garantiu sua primeira vaga para a Copa do Mundo após empatar em zero a zero com a Jamaica, com celebração em Willemstad.
- A conquista é ainda mais marcante por a ilha ter cerca de 155 mil habitantes e não ter campeonato profissional; muitos jogadores eleitos nasceram na Holanda.
- A FIFA instalou, em 2024, um Comitê de Normalização para reorganizar a federação; Gilbert Martina assumiu a presidência em 2025 e conduziu a recuperação e o foco nos resultados.
- O plano prevê retorno do futebol amador e a criação de uma liga profissional em quatro a cinco anos, além de desenvolver árbitros, treinadores e jogadores com apoio da tradição futebolística da Holanda.
- A gestão aponta Dick Advocaat como segredo do sucesso, com objetivo de avançar para além de três jogos na Copa e chegar à segunda fase.
Curaçao garantiu pela primeira vez uma vaga na Copa do Mundo, após empate 0 a 0 com a Jamaica. A celebração ocorreu em Willemstad, com o governo e a confederação presentes. Gilbert Martina, que comanda a Confederação Curaçauense de Futebol desde 2025, lidera o processo. O país, com cerca de 155 mil habitantes, não tem futebol profissional.
A conquista ocorre em meio a um contexto de reconstrução institucional. A FIFA instalou um Comitê de Normalização em 2024 para reorganizar a federação, diante de anos de conflitos e interrupção do futebol local. O calendário de eliminatórias foi concluído com a vaga histórica, marcando a síntese de um projeto longo.
Contexto e planos
Martina destaca que o sucesso traz responsabilidade. O dirigente já sinalizou a criação de uma liga profissional em 4–5 anos, para formar jogadores locais e fortalecer árbitros e treinadores. O objetivo é manter a seleção competitiva e sustentar o crescimento.
Dick Advocaat foi apontado por Martina como parte do segredo do êxito. O técnico holandês seria responsável por estabelecer uma cultura de vitória, com foco em resultados na qualificação para a Copa. A gestão pretende manter a concentração em campo, sem desviação para questões administrativas.
A estratégia de Curaçao para superar a ausência de futebol organizado envolve apoio à pátria-mãe, a Holanda, aproveitando tradição e estruturas de formação. Martina afirma que o tamanho não define o alcance quando há propósito, disciplina e trabalho.
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