- Flamengo protocolou à CBF, nesta segunda-feira (8), uma proposta de padronização dos gramados no país, defendendo o fim dos campos sintéticos, como o do Allianz Parque.
- A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, rebateu afirmando que não há evidência científica de maior risco de lesão em gramados artificiais e classificou o tema como clubismo e fake news.
- Ela destacou que, desde 2020, o Palmeiras usa gramado artificial e teve um dos menores índices de lesões na Série A, defendendo a continuidade do piso sintético.
- Leila citou o Maracanã e a questão de estádios próprios, lembrando que Flamengo e Palmeiras venceram em 2025, com o Palmeiras mantendo gramado artificial e o Flamengo com estádio próprio.
- No documento à CBF, o Flamengo afirmou que gramados artificiais não atendem ao futebol de alto rendimento e mencionou estudos sobre aumento de lesões.
O Flamengo protocolou nesta segunda-feira junto à CBF uma proposta para a padronização dos gramados no Brasil, com o fim dos campos sintéticos. A iniciativa envolve o debate sobre a qualidade de gramados no país, visando alto rendimento em partidas oficiais. O documento aponta que o material sintético não atende às condições ideais para o futebol de elite.
A primeira resposta veio de Leila Pereira, presidenta do Palmeiras, que rebateu a proposta com críticas a fake news e clubismo. Ela destacou histórico de lesões no Palmeiras desde 2020, quando adotou o gramado artificial, e ressaltou que não existem evidências científicas de maior risco de lesão em campos sintéticos. A dirigente ressaltou ainda que o Palmeiras tem estádio próprio com gramado artificial.
No documento encaminhado à CBF, o Flamengo sustenta que gramados artificiais dificultam o alto rendimento e cita estudos sobre riscos à saúde e maior número de lesões. A crítica também menciona que o Maracanã ainda não opera com estádio próprio conforme plano de gestão, e que o uso de gramado artificial é compatível com a realidade de clubes com estádios próprios.
Reação do setor e desdobramentos
Leila Pereira afirma que a posição do Palmeiras está alinhada à prática já adotada pelo clube, com base em regras da FIFA e na integridade física dos atletas. Ela aponta que o tema deve ser tratado com responsabilidade, sem interferência de interesses internos de clubes.
A discussão envolve debates em espaços como a CBF e a LIBRA, com clubes avaliando impactos técnicos, financeiros e de infraestrutura. A possibilidade de padronização segue em análise, sem definição imediata sobre calendário de implementação.
O contexto envolve também a perspectiva de estádios próprios para clubes. A gestão de arenas e a escolha de gramados entram como fatores relevantes para o planejamento de longo prazo, incluindo a possibilidade de adoção de diferentes formatos conforme o estádio. Em 2025, Flamengo e Palmeiras disputaram título em Lima, no Peru, em cenário de alto interesse técnico e competitivo.
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