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Botafogo é condenado a pagar mais de R$ 100 milhões por Almada

CAS mantém condenação de US$ 21 milhões ao Botafogo; pagamento pode gerar ban de transferências, enquanto Textor busca financiamento com aprovação da Eagle

Almada comemora a classificação do Botafogo contra o São Paulo na Libertadores Vitor Silva/Botafogo
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  • A Corte Arbitral do Esporte manteve a condenação de US$ 21 milhões ao Botafogo pelo caso de Thiago Almada, transferido ao Atlanta United.
  • O risco de banimento de transferências permanece caso o pagamento não seja efetuado dentro do prazo determinado pela CAS/Fifa.
  • O Botafogo afirma que John Textor propôs financiamento das pendências e que há recursos garantidos, dependentes da aprovação dos sócios da Eagle Football Holdings.
  • Houve disputas sobre o crédito de 10% da venda de Almada pela MLS, com a solução envolvendo a Eagle comprando esse crédito por US$ 2,1 milhões.
  • A diretiva do Botafogo é seguir com medidas legais cabíveis; o clube destaca que o acordo previa pagamento em quatro anos, não até junho de 2026, conforme sustenta o Atlanta.

O Botafogo foi condenado pela Corte Arbitral do Esporte (CAS) a pagar US$ 21 milhões ao Atlanta United pela transferência de Thiago Almada. A decisão confirma a condenação da FIFA, após o clube não quitar parcelas de julho e setembro de 2024. O risco de transfer ban permanece caso o pagamento não ocorra.

A cobrança foi iniciada em novembro de 2024, quatro meses após a chegada de Almada ao Rio. O valor corresponde à totalidade prevista no acordo, sem redução prevista pela CAS. O jogador argentino brilhou no clube brasileiro antes de seguir para Lyon e, posteriormente, para o Atlético de Madrid.

O Botafogo recorreu, defendendo que o pagamento deveria ocorrer em quatro parcelas ao longo de quatro anos, e não até junho de 2026. Alega também que havia 10% de venda a MLS, direito contestado pelo Atlanta. A disputa envolve a Eagle Football Holdings e o financiamento proposto por John Textor.

Situação atual do caso

Textor afirma ter recursos garantidos para financiar pendências da FIFA e o orçamento da janela de janeiro, além da temporada 2026. A aprovação dos demais sócios da Eagle Football Holdings é necessária para confirmar o financiamento, segundo nota do Botafogo.

O clube afirma que seguirá com medidas legais cabíveis. Em nota, o Botafogo reforça que Textor já propôs financiar todas as pendências junto à FIFA e aos investimentos futuros, sujeito à aprovação societária.

A decisão do CAS mantém o crédito integral devido e aumenta a pressão sobre o Botafogo. Se não houver pagamento, pode haver suspensões de registro de jogadores, refletindo diretamente no planejamento da próxima temporada.

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