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Filipe Luís questiona gramado artificial e práticas do futebol brasileiro

Após pedido do Flamengo à CBF pela proibição de gramados artificiais, Filipe Luís defende padronização e transição até 2027 (Série A) e 2028 (Série B)

Filipe Luís é fotografado durante duelo entre Flamengo e Ceará no Maracanã (Foto: Mauro Pimentel / AFP)
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  • Flamengo enviou à Confederação Brasileira de Futebol pedido para proibir gramados artificiais.
  • Em coletiva no Catar, Filipe Luís reforçou críticas ao futebol brasileiro, citando desrespeito a hinos e silêncio antes das partidas.
  • O treinador apresentou a proposta de padronização: transição de gramados artificiais até 2027 na Série A e até 2028 na Série B, com padrões de qualidade.
  • Ele apontou exemplos de boa qualidade em jogos da Libertadores em Lima e no Catar para defender uso de grama natural em estádios brasileiros.
  • A ideia é investir, padronizar e definir normas técnicas mínimas, com avaliação de gramados e infraestrutura, visando uniformidade no futebol brasileiro a partir de 2026.

Na terça-feira (9), Filipe Luís, em coletiva no Catar, reforçou críticas do Flamengo a gramados artificiais e questionou práticas do futebol brasileiro. O clube havia encaminhado à CBF, no dia anterior, um pedido para proibir esse tipo de superfície. O objetivo é preservar a qualidade do jogo e a saúde dos atletas.

O técnico rubro-negro destacou exemplos de alto nível, citando a final da Libertadores em Lima e estádios catarenses, para sustentar que é possível jogar com gramados naturais de boa qualidade no Brasil. Ele afirmou que o respeito aos hinos e aos momentos de silêncio deve acompanhar o planejamento esportivo.

Proposta de padronização e cronograma

Durante a entrevista, Filipe Luís apresentou uma proposta de padronização de gramados e um cronograma de transição. A ideia é substituir gradualmente os gramados artificiais na Série A até o fim de 2027 e na Série B até 2028, mantendo padrões de qualidade.

O Flamengo aponta a necessidade de normas técnicas mínimas para qualquer tipo de gramado, com testes de rolagem, absorção de impacto e rigidez da superfície. Também defende padrões de infraestrutura, incluindo irrigação, drenagem e manutenção, para assegurar condições iguais em estádios variados.

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