- Em 2025, o Inter sofreu recorde de gols tomados em 38 jogos: 57, com aproveitamento de 38,6% (11 vitórias, 11 empates, 16 derrotas) e saldo de −13.
- Financeiramente, houve déficit de R$ 34,4 milhões em 2024; atrasos salariais e pagamentos em aberto com a patrocinadora Alfa.
- O clube realizou 10 contratações e 16 saídas, deixando o elenco pouco reforçado e com perdas significativas de jogadores-chave.
- Houve racha interno após eliminações na Libertadores e na Copa do Brasil, com discussões entre atletas e tensão no grupo.
- A gestão, liderada pelo presidente Alessandro Barcellos desde 2021, manteve troca constante de técnicos (oito em cinco anos) e enfrentou problemas administrativos, incluindo episódio de papel picado que atrasou o jogo e levou demissões.
O Internacional vive uma crise aguda em 2025, com queda de rendimento, instabilidade administrativa e problemas financeiros. Em 38 jogos, foram 11 vitórias, 11 empates e 16 derrotas, recorde negativo de gols sofridos e déficit bilionário. Patrocinadores atrasam pagamentos, e o clube encara atraso de salários.
A diretoria, liderada pelo presidente Alessandro Barcellos, acumula mudanças de comando. Em cinco anos, oito técnicos passaram pela casamata, incluindo Abel Braga em duas ocasiões. Em 2023 e 2024, reforços chegam tarde, impactando o desempenho.
O elenco sofreu desfalques e saídas expressivas. Foram 10 contratações e 16 saídas, incluindo jogadores chamados para manter o nível técnico, mas com baixo efeito prático. A escassez de reforços, aliada a perdas importantes, prejudicou a consistência da equipe.
Financeiramente, o Inter fechou 2024 com déficit estimado em R$ 34,4 milhões, agravado pela enchente de maio. O orçamento previa venda de R$ 160 milhões, mas, até 9 de dezembro, o clube contabilizava cerca de R$ 116,6 milhões nessa rubrica. O atraso de pagamentos segue.
A relação com a patrocinadora Alfa também complica as finanças. A empresa atrasou pagamentos mensais de R$ 4,5 milhões a partir de outubro, com novos atrasos em novembro. A soma de dívidas atinge atletas e operações de compra de jogadores no exterior.
Dentro de campo, o time apresentou racha interno após eliminações precoces na Copa do Brasil e Libertadores. Conflitos entre atletas se agravaram com cobranças de compromisso e desgaste técnico, levando a episódios de discórdia e mudanças internas.
Um episódio emblemático ocorreu na partida de volta das oitavas da Libertadores contra o Flamengo. A chuva de papel picado atrasou a dispersão e comprometeu o ritmo da equipe, que perdeu por 2 a 0 e foi eliminada. Dois funcionários foram demitidos, sem responsabilização direta dos superiores.
As consequências do conjunto de problemas atingem a gestão e o planejamento para 2025. A crise afeta a confiabilidade institucional, prejudica a imagem do clube e dificulta negociações com jogadores e patrocinadores, mantendo a situação sob vigilância constante.
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