- O São Paulo foi denunciado ao Ministério Público de São Paulo por suposta gestão temerária, apontando déficit em 2024, vendas da base abaixo da média e possível interferência de Julinho Casares.
- A denúncia cita a tentativa de parceria com a Galápagos Capital, envolvendo a cessão de 30% de Cotia e possíveis impactos sobre a estrutura do clube.
- O MP ainda não abriu investigação formal; o clube entregou resposta ao órgão “de forma transparente” e o caso segue para decisão sobre abertura de apuração ou arquivamento.
- A defesa sustenta dolo inexistente e apresenta dados de mercado para contestar que haja má-fé, destacando que valores de transferências dependem de oferta, demanda e decisões estratégicas.
- A autoridade ministerial vai decidir se inicia investigação formal ou encerra o procedimento; a leitura atual é de possível arquivamento, conforme o advogado do clube.
O Ministério Público de São Paulo analisa denúncia de gestão temerária contra o São Paulo Futebol Clube, apresentada por uma fonte anônima. O MP ainda não abriu investigação formal, mas pediu explicações preliminares ao clube sobre o caso. O clube respondeu de forma transparente, segundo nota oficial.
Entre os pontos citados na denúncia estão o déficit da temporada 2024, a venda de jogadores da base por valores considerados baixos, a suposta busca por parceria com a Galápagos Capital envolvendo a cessão de 30% da Cotia, e a possível interferência de Julinho Casares, filho do presidente do clube.
O São Paulo contesta a acusação com base em uma análise interna de mercado, defendendo que não há dolo na gestão. O departamento de scout comparou vendas recentes de clubes como Flamengo e Palmeiras para sustentar que os valores condizentes com o estágio dos nossos atletas refletem oferta, demanda e decisões estratégicas.
Situação atual
Segundo o advogado Guilherme Salutti, o conceito de gestão temerária exige dolo, o que, na visão dele, não ocorre no caso tricolor. Ele aponta que a denúncia se apoia em impressões subjetivas de quem a apresentou e em rumores vinculados a transferências e ao projeto de Cotia.
O clube destacou que o jogador vale o que o mercado paga, sem existir uma “média de mercado” fixa no futebol. Citou ainda exemplos de atletas vendidos em 2024 e 2025 para mercados diversos, como Ucrânia e Arábia Saudita, para justificar as escolhas de lançamentos.
Ao término da entrega de respostas, o Ministério Público deve decidir se abre a investigação formal ou arquiva o procedimento. A avaliação, segundo o advogado do clube, tende a encerrar o caso sem novas diligências.
O São Paulo informou estar disponível para fornecer informações adicionais e esclarecer quaisquer dúvidas do MP, mantendo transparência e respeito aos procedimentos legais cabíveis. A decisão do MP não foi anunciada ainda.
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