- Márcio Carlomagno, superintendente geral do São Paulo, disse ter cedido o camarote da presidência à Diretoria Feminina, a pedido de Mara, mas sem autorização formal para uso.
- O áudio sobre a cessão foi citado, em meio a uma crise que envolve o clube; o São Paulo vota o orçamento de 2026 nesta semana.
- A The Guardians Entretenimento demanda da Cassemiro Eventos o pagamento de R$ 132 mil referente a um camarote no Morumbi para o show de Shakira, com pagamentos parciais efetuados e restante não quitado.
- Durante o evento, houve retirada de um envelope com 60 ingressos e acusações públicas de golpe; haveria uso de ingressos para atender compromissos com a marca Heineken sem repasse devido.
- Em reunião entre Heineken, Atenas e a autora, ficou acordado abatimento de ingressos, mas não houve pagamento; a autora registrou boletim de ocorrência e abriu ação para cobrar R$ 40.832,00, com correção e juros.
O superintendente geral do São Paulo, Márcio Carlomagno, admitiu que cedeu o camarote da presidência à Diretoria Feminina mediante pedido de Mara, mas afirmou que a autorização não existiu. A confirmação veio a público após surgirem áudios da crise. O clube negocia o orçamento para 2026.
Carlomagno disse ainda que a externa precisa ser independente e que a interna passa por apuração interna. A reportagem do Globo Esporte teve acesso aos áudios do caso, que envolvem processos internos no São Paulo e debates sobre cessões de camarotes na arena Morumbi.
No contexto, a imprensa esportiva acompanha as discussões sobre cessões de camarotes à Diretoria Feminina, além de a instituição trabalhar com um áudio da crise que circula entre conselheiros e funcionários.
Conflito no Morumbi: camarotes e áudio
A cantora Shakira se apresentou no Morumbi em 13 de fevereiro de 2025, com a The Guardians movendo ação de cobrança contra a Cassemiro Eventos. A empresa é acusada de não quitar valores de um camarote criado para o evento, com a participação da marca Heineken.
A ação aponta contrato no valor de R$ 132 mil, com vencimento em 11 de fevereiro. Houve pagamento parcial de R$ 70 mil, entre 14 e 17 de fevereiro, mas o restante não foi quitado. Alega-se retirada de um envelope com 60 ingressos durante o evento.
Relata-se ainda que a requerida circulou pelos camarotes fazendo acusações e tomou os ingressos para uso próprio. A parte autora sustenta uso indevido de ingressos para atender compromissos com Heineken sem repasse integral.
A autora diz que houve acordo para abatimento de ingressos extras, reduzindo a dívida para R$ 40.832,00. Reuniões entre Heineken, Atenas (intermediação) e a autora não resultaram em pagamento, levando ao registro de boletim de ocorrência.
Desdobramentos e contexto institucional
Em meio à disputa, o caso envolve relatos de conduta ardilosa e de informações de pagamentos não repassados pela agência Cassemiro. O processo continua tramitando para apurar responsabilidades e tentar a quitação do débito. As partes não divulgaram novas informações públicas até o momento.
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