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Pivô de escândalo em camarote do São Paulo afirma não saber de irregularidades

Ministério Público requisita inquérito policial para apurar exploração clandestina de camarotes no Morumbi e possíveis crimes de corrupção privada e coação

Novo letreiro do Morumbis, estádio do São Paulo
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  • O Camarote 3A do Morumbi, identificado como sala presidência, teria sido repassado a intermediária Adriana Prado, contrariando regras de convidados e gerando denúncias e boletins de ocorrência.
  • Carolina Lima Cassemiro, dona de produtora de eventos, afirmou à CNN que não sabia da irregularidade, disse ter confiado em Adriana e relatou prejuízos à empresa e à imagem do clube.
  • Áudios obtidos indicam cobrança indevida e sugestões de vínculos com a gestão do São Paulo, incluindo pressão para retirar ações na Justiça.
  • Ingressos do camarote chegaram a ser vendidos por até R$ 2,1 mil, com faturamento estimado de R$ 132 mil apenas para o show da Shakira no Morumbi.
  • O Ministério Público de São Paulo pediu inquérito policial para investigar exploração clandestina de camarote e possível corrupção privada e coação no processo, com o promotor citando indícios sérios.

O caso envolvendo o camarote 3A do Morumbi, conhecido como sala presidência, ganha novo contorno com a abertura de um inquérito policial. O Ministério Público de São Paulo pediu a investigação sobre possível exploração clandestina do espaço, venda de ingressos fora do previsto para convidados e crimes de corrupção privada e coação no processo.

Carolina Lima Cassemiro, produtora de eventos e empresária, afirma à imprensa não saber da existência de irregularidades na venda de ingressos. Ela nega qualquer envolvimento com o suposto esquema e diz ter confiado em Adriana Prado, cuja atuação geriu a cessão do camarote para intermediários. Adriana contesta as acusações.

A reforma do espaço ocorreu durante o show de Shakira, em fevereiro, quando o camarote foi repassado para uma intermediária. Documentos do São Paulo indicam que o espaço deveria ficar reservado a convidados do presidente do clube. Ingressos chegaram a ser vendidos por até R$ 2,1 mil, com faturamento estimado de R$ 132 mil na apresentação.

Novo desdobramento: autoridades e versões

Segundo relatos, Adriana abriu um boletim de ocorrência contra Carolina após o show, acusando retenção de 60 ingressos sem autorização. Em áudios obtidos pela imprensa, há menções a pressões para retirar ações judiciais e à possível relação de diretores do clube com Adriana.

Douglas Schwartzmann, diretor adjunto das categorias de base do São Paulo, aparece nas mensagens como quem pressiona a retirada da ação. Ele também cita a diretora Mara Casares e o CEO Marcio Carlomagno, apontados como autoridades que teriam autorizado a cessão do camarote.

Carolina afirma que não pagou o valor integral por prejuízos econômicos da participação no show e que não teve contato direto com as pessoas citadas. Ela relatou ainda que o episódio resultou em perda de clientes e prejuízos à imagem de sua empresa.

Medidas em andamento

O Ministério Público comunicou que, com base nos elementos já reunidos, o inquérito é justificado para apurar a existência de corrupção privada no esporte e de coação no curso processual. A Polícia Civil deve conduzir as diligências para esclarecer as versões apresentadas.

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