- Icasa recebeu a primeira parcela da indenização da CBF no valor de R$ 80,9 milhões, totalizando R$ 84,3 milhões a receber, com R$ 9,3 milhões destinados a honorários e R$ 75 milhões para o clube, ainda sujeito a dívidas.
- Ainda está prevista a quitação de uma parcela adicional de R$ 3,4 milhões pela CBF.
- A verba será usada para melhorias no gramado e na estrutura do Prazedão, estádio municipal que funciona como centro de treinamento, visando o planejamento para 2026, com o Icasa disputando a Segundona estadual novamente.
- A indenização tem origem em erro no registro de atleta em 2013, que permitiu a estreia irregular de Luan Nidezielski pelo Figueirense, prejudicando o Icasa na comparação com o quinto colocado na Série B.
- O presidente do Icasa, Celso Pontes, afirmou que o valor final depende de decisões da Justiça, já que novos processos seguem tramitando.
O Icasa recebeu a primeira indenização da CBF após ação movida desde 2014. A decisão envolve a perda de uma chance esportiva associada a erro no registro de atleta em 2013, que prejudicou o clube na Série B daquele ano. O pagamento ocorreu nesta semana e soma R$ 80,9 milhões, com valor total autorizado de R$ 84,3 milhões.
Conforme o clube caririense, o dinheiro foi depositado em uma conta judicial. A diferença entre o montante contratado e o valor já liberado representa a parcela restante de R$ 3,4 milhões ainda a receber, conforme confirmação oficial. Desse total parcial, cerca de R$ 9,3 milhões vão para honorários da defesa.
Ao todo, ficam R$ 75 milhões para o Icasa, já sujeitos a quitar dívidas existentes. A diretoria planeja usar a verba para melhorias no gramado e na estrutura do Praxedão, estádio municipal que serve como centro de treinamentos, além de apoiar o planejamento para 2026.
A indenização decorre de falha no sistema da CBF, que autorizou a escalação irregular do volante Luan Nidezielski pelo Figueirense na Série B de 2013. O jogador estava suspenso, o que gerou prejuízos ao Icasa na disputa pelo acesso.
O Icasa teve a decisão final em 2018, quando foi reconhecido o direito à indenização pelo prejuízo esportivo e financeiro. A CBF recorreu, e o laudo pericial emitido recentemente consolidou o montante a ser pago, mantendo o peso financeiro da decisão.
Detalhes da indenização
A ação original tramita desde 2014, com recursos até o Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Em primeira instância, o Icasa reivindicava a perda de uma chance de crescer na competição. O caso seguiu para a Justiça Comum, que confirmou a indenização.
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