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CEO de multiclubes aponta principal erro em projetos de base no Brasil

Bellintani diz que projetos de base não dependem de Endrick ou Neymar; mira vendas recorrentes de atletas médios, com oito transações anuais a partir de 2029

Guilherme Bellintani, ex-presidente do Bahia, político e dirigente esportivo, é o convidado do CNN Esportes S/A
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  • Guilherme Bellintani, ex-presidente do Bahia e CEO da Squadra Sports, afirma que projetos de base no Brasil não devem depender de talentos excepcionais como Endrick ou Neymar.
  • A estratégia da Squadra é trabalhar com atletas avaliados entre 300 mil e 5 milhões de euros, buscando vendas recorrentes.
  • O objetivo é realizar oito vendas por ano, a partir de 2029, dentro dessa faixa de valor.
  • O dirigente diz enxergar o futebol brasileiro com otimismo cauteloso, destacando reformas, abertura de transmissão e investimentos, mas ressalta aumento de gastos e dívidas entre clubes.
  • Bellintani alerta que será necessário ajustar custos já em 2026, pois manter salários elevados para jogadores na Série B pode levar clubes à quebra.

Guilherme Bellintani, ex-presidente do Bahia e CEO da Squadra Sports, falou sobre formação de jogadores no Brasil no programa CNN Esportes S/A. Ele afirmou que projetos de base não devem depender de fenômenos como Endrick e Neymar.

O executivo detalhou que o foco da Squadra são atletas avaliados entre 300 mil e 5 milhões de euros, com vendas recorrentes. Segundo ele, o modelo não depende de talentos excepcionais para ser viável economicamente.

Se surgir um talento muito acima da média, clubes maiores costumam agir rápido para contratar. Bellintani disse que, nesse cenário, a parceria com o clube maior costuma prevalecer para o jogador jovem.

Modelo de base e metas de venda

Bellintani explicou que, para a Squadra, o objetivo é ter oito vendas por ano a partir de 2029, dentro da faixa de valor citada. Ele afirmou que esse fluxo torna o projeto economicamente viável.

O dirigente ressaltou que o funcionamento diário das categorias de base envolve competição entre clubes por atletas promissores, muitas vezes levando a transferências de jovens para clubes com maior infraestrutura.

Ele destacou que mudanças recentes na legislação, abertura de transmissão e investimentos influenciaram o futebol brasileiro, embora algumas equipes tenham aumentado o endividamento. O ajuste de custos é considerado necessário para 2026.

Cenário futuro do futebol brasileiro

Bellintani disse manter um otimismo cauteloso diante do cenário atual. Segundo ele, o ambiente mudou significativamente entre 2022 e 2024, com avanços como as SAFs e maior participação de investidores.

Ele avaliou que o setor precisa equilibrar preços salariais de jogadores para evitar problemas financeiros futuros. A ideia é reduzir gastos elevados em categorias de base para manter a sustentabilidade.

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