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Quem é Harry Massis, o provável substituto de Casares no São Paulo

Se houver impeachment de Casares, Harry Massis, conselheiro vitalício de oitenta anos, assume a presidência do São Paulo; reunião extraordinária deve ocorrer em trinta dias

Harry Massis assume o cargo de Casares em caso de impeachment (Foto: Reprodução)
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  • Harry Massis, de 80 anos, pode assumir o cargo de Casares no São Paulo em caso de impeachment; a destituição não atingiria o vice-presidente.
  • Massis ocupa o cargo desde 2021 e tem 61 anos de relação com o clube, iniciada como sócio.
  • Ele é Conselheiro Vitalício e já atuou em funções políticas no Tricolor, incluindo diretor adjunto de futebol entre 2001 e 2002.
  • O processo de impeachment exige apoio de dois terços no Conselho Deliberativo e, se aprovado, segue para votação na Assembleia Geral dos sócios.
  • A reunião extraordinária para abrir o processo deve ser convocada em até 30 dias; votações sobre punições costumam ser secretas.

Harry Massis pode assumir o São Paulo caso ocorra impeachment de Carlos Augusto de Barros Casares. A regra prevê que o vice-presidente do Conselho Deliberativo não seja atingido pela destituição. Massis tem 80 anos e está no posto desde 2021.

A relação de Massis com o clube dura 61 anos, iniciada como sócio. Ao longo da carreira, ocupou funções políticas no Tricolor, mantendo papel relevante mesmo fora do futebol. Hoje, atua também como empresário.

Entre 2001 e 2002, Massis foi diretor adjunto de futebol e acompanhou o início da trajetória de Kaká. Em Mundiais de 1992 e 1993, atuou como diretor adjunto administrativo e integrou a delegação internacional.

Fora das quatro linhas, Massis comanda o Hotel Massis em São Paulo e atua em áreas como garagens e estacionamentos. Sua atuação empresarial é conhecida na capital paulista.

Processo de impeachment e prazos

A convocação da reunião extraordinária depende de Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo, que já tem o número de votos exigido. O prazo para a chamada é de 30 dias.

Feita a reunião, a próxima etapa envolve votação pelo Conselho Deliberativo, com necessidade de dois terços dos votos para afastamento do presidente. A destituição se confirma apenas com ratificação na Assembleia Geral.

Variações e nuances do processo

Há segredo nas votações que envolvem punições. No requerimento que abriu o processo, 44 votos foram da oposição e 13 do grupo Situação, segundo apuração do Lance!.

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